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Q3614844 Direito Constitucional
Você pode estar sofrendo de fadiga digital e nem percebeu


   Nos últimos anos, o avanço das tecnologias digitais e a popularização do trabalho remoto transformaram a forma como as pessoas se relacionam com o ambiente virtual. A rotina de passar horas seguidas diante de telas, seja para atividades profissionais, estudo ou lazer, tornou-se parte do cotidiano de milhões de indivíduos. Esse novo cenário trouxe à tona um fenômeno cada vez mais discutido: o surgimento de tipos inéditos de cansaço mental associados às longas jornadas on-line.

   O esgotamento provocado pelo uso prolongado de dispositivos digitais vai além do simples cansaço físico. Muitas pessoas relatam sintomas como dificuldade de concentração, irritabilidade e sensação de esvaziamento mental após períodos extensos conectados. Esse quadro tem chamado a atenção de pesquisadores e profissionais da saúde, que buscam compreender as causas e impactos desse fenômeno no bem-estar da população. Recentemente, instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e universidades de referência, como a Universidade de São Paulo, vêm promovendo estudos para entender melhor a relação entre o ambiente digital e a saúde mental, trazendo novas perspectivas sobre o tema.

   Estudos recentes indicam que a exposição contínua a estímulos digitais pode sobrecarregar áreas do cérebro responsáveis pela atenção e processamento de informações. O excesso de notificações, reuniões virtuais e multitarefas digitais exige uma adaptação constante, levando à chamada fadiga digital. Esse tipo de exaustão mental difere do cansaço tradicional, pois está relacionado à hiperestimulação e à dificuldade de desconectar-se do ambiente virtual.

   Além disso, a ausência de pausas regulares e a falta de interação presencial contribuem para o aumento do estresse e da ansiedade. O cérebro, ao ser submetido a longos períodos de atividade on-line, tende a apresentar sinais de esgotamento, como lapsos de memória e sensação de confusão mental. Tais sintomas são cada vez mais comuns em profissionais que atuam em home office ou estudantes em regime remoto.

   O esgotamento causado pelas longas jornadas on-line possui características distintas em relação ao estresse convencional. Enquanto o estresse físico está geralmente associado a esforços corporais ou preocupações pontuais, o cansaço digital resulta da sobrecarga de informações e da necessidade de estar sempre disponível no ambiente virtual.

   Além disso, a ausência de limites claros entre trabalho, lazer e vida pessoal intensifica o desgaste mental. O acesso constante a redes sociais, e-mails e aplicativos de mensagens faz com que o cérebro permaneça em estado de alerta, dificultando o relaxamento e a recuperação das energias.

   Para reduzir os efeitos do cansaço mental digital, especialistas recomendam adotar algumas estratégias simples no dia a dia. Entre elas, destaca-se a importância de realizar pausas regulares durante o uso de dispositivos eletrônicos, evitando períodos prolongados sem descanso. A prática de atividades físicas e o contato com ambientes naturais também contribuem para aliviar a tensão acumulada.

   Outra medida eficaz é estabelecer horários definidos para o uso de tecnologias, separando momentos de trabalho, estudo e lazer. Desativar notificações não essenciais e priorizar interações presenciais sempre que possível são atitudes que ajudam a preservar a saúde mental e a qualidade de vida em um mundo cada vez mais conectado. Empresas como Google e Apple têm implementado ferramentas em seus dispositivos para auxiliar os usuários na gestão do tempo de tela, facilitando o equilíbrio entre o digital e o offline.


(Disponível em: https://www.em.com.br/emfoco. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Durante um congresso universitário de direito constitucional, professores e alunos refletiram sobre o processo de redemocratização brasileiro e o papel estruturante da Constituição Federal de 1988. O debate destacou a importância de valores que dão sustentação ao Estado Democrático de Direito, sem os quais as demais normas constitucionais não poderiam se concretizar. Nesse cenário, considera-se um dos fundamentos da República Federativa do Brasil:
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Gabarito Comentado – Princípios Fundamentais da República: Valores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa

Interpretação do enunciado: A questão aborda fundamentos do Estado brasileiro previstos na Constituição Federal de 1988, conceito chave para provas de concursos, especialmente para cargos de Enfermagem em âmbito público.

Legislação Aplicável: Código Constitucional, Art. 1º, IV: “A República Federativa do Brasil [...] constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: [...] IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.”

Jurisprudência: O STF reitera que os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa (art. 1º, IV) são pilares da República (RE 414426).

Tema central: A questão exige saber diferenciar fundamentos, objetivos e princípios das relações internacionais na CF/88. Para não errar, o candidato deve identificar que apenas fundamentos estão no art. 1º.

Exemplo prático: Uma política pública para promover emprego e empreendedorismo deve respeitar igualmente os direitos dos trabalhadores e incentivar a iniciativa privada, promovendo justiça social e desenvolvimento econômico, conforme prevê o art. 1º, IV.

Alternativa correta: D) Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa – fundamento expresso da República.

Análise das alternativas incorretas:

A) Erradicação da pobreza: objetivo fundamental (CF/88, art. 3º, III), não fundamento.
B) Busca do pleno emprego: objetivo (CF/88, art. 3º, II), não fundamento.
C) Prevalência dos direitos humanos: princípio das relações internacionais (CF/88, art. 4º, II), não fundamento.

Dica para evitar pegadinha: Fundamentos estão no art. 1º; objetivos, no art. 3º; princípios internacionais, no art. 4º.

Doutrina: José Afonso da Silva salienta que direitos trabalhistas e livre iniciativa equilibram Estado, sociedade e economia, viabilizando a ordem democrática (Curso de Direito Constitucional Positivo).

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Comentários

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Os fundamentos da República Federativa do Brasil são cinco, estabelecidos no Artigo 1º da Constituição Federal:

a soberania,

a cidadania,

a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e

o pluralismo político.

conhecido como SO,CI,DI,VA,PLU

São fundamentos da República Federativa do Brasil (art. 1º, CF):

I - a soberania;

II - a cidadania;

III - a dignidade da pessoa humana;

IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V - o pluralismo político.

Um textão e o tema central está em (considera-se um dos fundamentos da República Federativa do Brasil).

Os fundamentos são os valores mais gerais dos princípios fundamentais da República Federativa do Brasil. Constituem verdadeiros pilares que conformam o nosso ordenamento jurídico.

Os fundamentos da República Federativa do Brasil são: soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e pluralismo político.

o famoso SOCIDIVAPLU.

ART 1. Fundamentos: SOCIDIVAPLU

  1. Soberania;
  2. Cidadania;
  3. Dignidade da pessoa humana;
  4. Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
  5. Pluralismo político.

ART 3. Objetivos Fundamentais: CON GA PRO ERRE (sempre ações, "com verbos")

  1. Construir uma sociedade livre, justa e solidária;
  2. Garantir o desenvolvimento nacional;
  3. Erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
  4. Promover o bem estar de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

ART 4. RELAÇÕES INTERNACIONAIS - ConDe PreSo Não ReInA Coopera Igual

Con – concessão de asilo político

De – defesa da paz

Pre – prevalência dos direitos humanos

So – solução pacífica dos conflitos

Não – não intervenção

Re – repúdio ao terrorismo e ao racismo

In – independência nacional

A – autodeterminação dos povos

Coopera – cooperação entre os povos para o progresso da humanidade

Igual – igualdade entre os Estados

Fundamentos é o "Sobe Cida!"

Soberania

Cidadania e

Dignidade pra pessoa humana que os

Valores sociais do trabalho "ativa" ( e da livre iniciativa)

o purismo politico (pluralismo politico)

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