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Q1702663 Medicina
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Tema central: O assunto da questão é urgência hipertensiva, conceito fundamental para médicos clínicos diante de quadros de elevação importante da pressão arterial. Saber distingui-la de emergência hipertensiva é vital para o manejo adequado, evitando condução inadequada que pode trazer riscos ao paciente.

Justificativa da alternativa correta (C):

A alternativa C descreve corretamente a urgência hipertensiva: elevação crítica da pressão arterial, geralmente com pressão arterial diastólica ≥ 120 mmHg, mas sem comprometimento agudo de órgãos-alvo. Ou seja, não há sintomas graves ou risco imediato à vida. Nesses casos, a abordagem recomendada é a redução gradativa da PA ao longo de 24-48h, geralmente com ajuste ou introdução de medicação oral, sempre monitorando clinicamente o paciente.

Base nas diretrizes: Conforme as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 (SBH, p. 47): “Na urgência hipertensiva, recomenda-se reduzir a pressão arterial ao longo de 24 a 48 horas, em ambiente ambulatorial ou hospitalar [...] sem sinais de lesão de órgãos-alvo aguda.”

Análise das alternativas incorretas:

Alternativa A: Descreve quadro de emergência hipertensiva (lesão progressiva de órgãos-alvo, risco de morte e exigência de manejo imediato com anti-hipertensivos IV).

Alternativa B: Também trata de emergência: caracteriza encefalopatia hipertensiva e outras manifestações graves de LOA cerebral ou ocular.

Alternativa D: Relata situação de PA elevada assintomática ou com sintomas menores, sem gravidade e sem necessidade de intervenção urgente, normalmente manejada com seguimento ambulatorial.

Alternativa E: Não define o conceito de urgência hipertensiva, mas orienta conduta sintomática e não aborda o foco correto de manejo anti-hipertensivo.

Pegadinha da prova: Fique atento ao uso dos termos lesão de órgão-alvo (emergência) x ausência de LOA aguda (urgência), bem como à diferença entre sintomas leves e manifestações críticas. A interpretação cuidadosa do enunciado é crucial!

Estratégia: Se a questão citar estabilidade clínica e ausência de LOA, pense em urgência. Se houver alteração neurológica aguda, dano renal, dor torácica, edema agudo de pulmão – pense em emergência.

Referências fundamentais: SBC/2020 (p. 47-48), Harrison’s Principles of Internal Medicine, UpToDate.

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A alternativa correta é a C, que descreve a Urgência hipertensiva como uma elevação crítica da pressão arterial, geralmente com pressão arterial diastólica ≥ 120mmHg, porém com estabilidade clínica, sem comprometimento de órgãos-alvo. Esse quadro requer tratamento urgente para evitar complicações a longo prazo, mas não é uma emergência médica imediata, como descrito nas outras alternativas. A resposta A descreve a Emergência hipertensiva, que envolve quadro clínico grave, progressiva lesão de órgãos-alvo e risco de morte, exigindo imediata redução da pressão arterial. A resposta B descreve o AVC hemorrágico, que pode ocorrer em decorrência da elevação abrupta da pressão arterial. As respostas D e E não correspondem à Urgência hipertensiva.

alternativa correta: c) a elevação crítica da pressão arterial, em geral pressão arterial diastólica ≥ 120mmHg, porém com estabilidade clínica, sem comprometimento de órgãos-alvo.

justificativa

A urgência hipertensiva é caracterizada por uma elevação severa da pressão arterial (PA), geralmente uma PA diastólica maior ou igual a 120 mmHg, mas sem sinais de lesão aguda de órgãos-alvo. A condição é estável clinicamente e não apresenta danos imediatos aos órgãos.

análise das demais alternativas

  • A. Incorreta. A descrição é de uma emergência hipertensiva, que requer redução imediata da PA devido ao risco de morte e lesão progressiva de órgãos-alvo.
  • B. Incorreta. Essa descrição refere-se à encefalopatia hipertensiva, que é uma emergência hipertensiva.
  • D. Incorreta. Uma medida de PA elevada com queixas vagas de cefaleia ou sintomas de ansiedade sem sinais de comprometimento de órgãos-alvo não caracteriza uma urgência hipertensiva.
  • E. Incorreta. O tratamento dirigido à causa da elevação arterial (como o uso de analgésicos para cefaleia) é importante, mas a urgência hipertensiva exige um manejo específico para reduzir a PA.

resumo

A urgência hipertensiva é definida pela elevação crítica da pressão arterial, com pressão diastólica geralmente maior ou igual a 120 mmHg, mas sem comprometimento agudo de órgãos-alvo.

pontos chave

  • urgência hipertensiva: Elevação severa da PA sem lesão aguda de órgãos-alvo.
  • emergência hipertensiva: Requer redução imediata da PA devido ao risco de morte e lesão progressiva.
  • sinais e sintomas: Estabilidade clínica sem comprometimento de órgãos-alvo.
  • manejo: Redução gradual da PA e tratamento da causa subjacente.

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