Uma primigesta portadora do vírus HIV, com duas consultas de...

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Q568125 Medicina
Uma primigesta portadora do vírus HIV, com duas consultas de prénatal, sem uso de antirretrovirais durante a gravidez e com carga viral desconhecida, é admitida na maternidade com 38 semanas, em pródromos de trabalho de parto, com membranas íntegras. Assinale a alternativa que indique a melhor conduta para a redução da transmissão vertical do HIV.
Alternativas

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Tema central: Prevenção da transmissão vertical do HIV em gestante com carga viral desconhecida e sem uso prévio de antirretrovirais.

Análise do quadro clínico: Gestante HIV+, 38 semanas, membranas íntegras, sem TARV pré-natal, carga viral desconhecida. Nessas situações, conforme diretrizes oficiais, há alto risco de transmissão vertical, exigindo conduta específica para minimizar esse risco.

Justificativa da alternativa correta (E):
- AZT intravenoso para a gestante: Reduz a viremia materna durante o parto.
- Cesariana eletiva (via alta): Indicada obrigatoriamente quando carga viral for desconhecida, conforme Ministério da Saúde: “a cesariana eletiva está indicada para gestantes no final da gestação com carga viral desconhecida ou superior a 1.000 cópias/ml” (Protocolo para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, pág. 27).
- Início de AZT oral para o RN: O ideal é a administração nas primeiras 4 a 6 horas de vida (de preferência até 2 horas).

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. Sempre há medidas a serem tomadas durante o trabalho de parto, independentemente do que ocorreu até então.
B) Incorreta. O AZT endovenoso é para a gestante. No RN, AZT é oral.
C) Parcialmente correta, mas falha ao não indicar cesariana e ao indicar antirretrovirais orais que não têm tempo hábil de ação significativa.
D) Erra ao colocar nevirapina e 3TC sem respaldo para uso isolado neste contexto, mas acerta ao indicar cesariana. O AZT deve iniciar imediatamente.

Destaques de interpretação:
- Fique atento: carga viral desconhecida = conduta igual à carga viral elevada.
- Momento do parto é crítico para medidas de redução da transmissão.
- Pegadinha: indicar que nada mais pode ser feito é incorreto. Há sempre medidas intraparto e pós-parto a serem tomadas.

Protocolos e evidências: Segundo o Ministério da Saúde: “Cesariana eletiva associada à infusão de AZT durante o parto e início da profilaxia neonatal são as medidas recomendadas para carga viral desconhecida” (Recomendações para Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV, pág. 74).

Conclusão: Alternativa E é correta. Identifique sempre o valor da carga viral, estado das membranas e se houve TARV adequada. O preparo técnico e a leitura atenta dos enunciados são essenciais para acertar questões deste tipo em concursos!

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Comentários

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A melhor conduta para a redução da transmissão vertical do HIV nesse caso é a alternativa E: iniciar AZT venoso para a gestante, indicar a interrupção por via alta e iniciar AZT oral para o recém-nascido até a segunda hora de vida. É importante ressaltar que a prevenção da transmissão vertical do HIV é fundamental para garantir a saúde do bebê e deve ser feita por meio de intervenções integradas que incluam a prevenção da transmissão durante o pré-natal, o parto e o pós-parto. Nesse caso específico, como a carga viral da gestante é desconhecida, é importante iniciar o uso de AZT venoso para a gestante e interromper o parto por via alta, garantindo assim a redução da transmissão vertical do HIV. Além disso, é importante iniciar o uso de AZT oral para o recém-nascido até a segunda hora de vida.

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