Com relação ao caso clínico apresentado, assinale a opção qu...
Texto para as questões de 46 a 48
Uma paciente, com vinte e cinco anos de idade, percebeu aumento do volume cervical enquanto escovava os cabelos. Procurou assistência médica, negando história de tireoidopatia na família. Negou ainda quaisquer manifestações clínicas compatíveis com disfunção tireoidiana. Ao exame físico, apresentava bócio uninodular, de 3 cm no maior diâmetro, ocupando base de LE, sólido, indolor, móvel à deglutição. Não se evidenciou adenomegalia cervical palpável. As dosagens de TSH e T4L séricos estavam normais. Os exames de anticorpos antitireoidianos foram negativos.Com relação ao caso clínico apresentado, assinale a opção que indica o exame complementar a ser solicitado para esclarecimento da natureza da lesão.
Gabarito comentado
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Tema central: Este caso aborda o manejo diagnóstico de nódulo tireoidiano em paciente jovem, eutireoidea, sem sinais ou sintomas sistêmicos, com achado de nódulo sólido, indolor e móvel à deglutição. Para o concurso, é fundamental saber o fluxograma de avaliação do nódulo tireoidiano.
Raciocínio clínico: Paciente com nódulo >1cm e exame físico sugestivo de lesão sólida. Não há sinais de hipertireoidismo (TSH/T4L normais) ou fatores de risco, mas todo nódulo acima de 1cm, mesmo assintomático, exige exclusão de malignidade.
Alternativa correta (E – PAAF guiada por US):
A Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) guiada por ultrassonografia é o método recomendado para investigar a natureza dos nódulos tireoidianos, principalmente após excluída disfunção hormonal, porque é o exame mais sensível e específico para distinção entre lesões benignas e malignas. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde: “A biópsia por agulha fina (PAAF) guiada pela ultrassonografia é um importante meio diagnóstico dos nódulos tireoidianos, sendo o procedimento de escolha na avaliação dos nódulos tireoidianos.”
A PAAF permite obter material celular para análise citopatológica e direciona a conduta, evitando procedimentos invasivos desnecessários.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Biópsia à “céu aberto”: Muito invasiva, reservada para situações raras, como nódulos de difícil acesso ou PAAF inconclusiva, não sendo técnica de escolha inicial.
- B) Ultrassonografia de tireoide: Exame padrão inicial para avaliar características morfológicas do nódulo, mas não esclarece natureza citológica. Não substitui a PAAF na decisão sobre malignidade.
- C) Tomografia computadorizada: Não é indicada na avaliação inicial de nódulos tireoidianos isolados; útil em casos de grandes bócios compressivos ou planejamento cirúrgico.
- D) Cintilografia de tireoide: Indicada quando TSH está suprimido, para avaliar nódulos quentes (autônomos), mas não tem utilidade com TSH normal.
Estratégias de prova: Busque termos-chave como: nódulo sólido, >1cm, paciente eutireoideo. Sempre relacione achados clínicos e laboratoriais às indicações e às limitações de cada exame. Lembre-se das recomendações das diretrizes oficiais e evite escolher procedimentos invasivos de primeira linha.
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