Uma equipe de vigilância sanitária investigou um caso susp...
Uma equipe de vigilância sanitária investigou um caso suspeito de doença transmissível em um bairro periférico. O paciente havia participado de um evento com grande circulação de pessoas e relatou sintomas recentes compatíveis com infecção aguda. Ao ser orientado sobre a necessidade de avaliação clínica e possível isolamento, ele recusou a visita dos agentes de saúde em sua residência e afirmou que só permitiria acesso mediante ordem judicial. Durante a visita, familiares informaram que ele também havia se recusado a apresentar comprovante de vacina solicitado pela escola do filho, alegando que a instituição teria obrigação de reter o documento para registro.
Considerando a Seção III da Lei Estadual nº 6.320/1983 (SC), qual deve ser o entendimento da autoridade sanitária diante dessa situação?
Gabarito comentado
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Gabarito: E
Fundamento decisivo: Lei Estadual nº 6.320/1983 (SC), art. 22 e parágrafo único: "Art. 22. Toda pessoa portadora de doença transmissível ou suspeita desta condição e seus contatos deve cumprir as ordens e medidas profiláticas e terapêuticas que os serviços de saúde prescrevem, submetendo-se ao isolamento ou quarentena, quando necessário, no lugar, forma e pelo tempo determinados pela Autoridade de Saúde, de acordo com os regulamentos. Parágrafo único. A pessoa deve permitir o acesso à habitação, de agente de saúde legalmente identificado, para comprovação e controle dos casos de doenças transmissíveis." Como o enunciado trata de pessoa suspeita de doença transmissível que recusou visita domiciliar e resistência a medidas sanitárias, a consequência jurídica é o dever de permitir o acesso do agente e cumprir as medidas determinadas, o que confirma a alternativa E.
- Quando a lei mencionar expressamente pessoa "suspeita" de doença transmissível, não exija confirmação laboratorial para a incidência dos deveres sanitários previstos no dispositivo.
- Separe duas ideias: o documento vacinal pode ser exigido nas hipóteses regulamentares, mas sua retenção é vedada em qualquer hipótese.
- Se o dispositivo impõe dever de permitir acesso de agente de saúde legalmente identificado à habitação, não acrescente condição não escrita, como ordem judicial prévia.
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