Uma equipe de vigilância sanitária investigou um caso susp...

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Q3948670 Legislação Estadual

Uma equipe de vigilância sanitária investigou um caso suspeito de doença transmissível em um bairro periférico. O paciente havia participado de um evento com grande circulação de pessoas e relatou sintomas recentes compatíveis com infecção aguda. Ao ser orientado sobre a necessidade de avaliação clínica e possível isolamento, ele recusou a visita dos agentes de saúde em sua residência e afirmou que só permitiria acesso mediante ordem judicial. Durante a visita, familiares informaram que ele também havia se recusado a apresentar comprovante de vacina solicitado pela escola do filho, alegando que a instituição teria obrigação de reter o documento para registro.



Considerando a Seção III da Lei Estadual nº 6.320/1983 (SC), qual deve ser o entendimento da autoridade sanitária diante dessa situação?

Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Lei Estadual nº 6.320/1983 (SC), art. 22 e parágrafo único: "Art. 22. Toda pessoa portadora de doença transmissível ou suspeita desta condição e seus contatos deve cumprir as ordens e medidas profiláticas e terapêuticas que os serviços de saúde prescrevem, submetendo-se ao isolamento ou quarentena, quando necessário, no lugar, forma e pelo tempo determinados pela Autoridade de Saúde, de acordo com os regulamentos. Parágrafo único. A pessoa deve permitir o acesso à habitação, de agente de saúde legalmente identificado, para comprovação e controle dos casos de doenças transmissíveis." Como o enunciado trata de pessoa suspeita de doença transmissível que recusou visita domiciliar e resistência a medidas sanitárias, a consequência jurídica é o dever de permitir o acesso do agente e cumprir as medidas determinadas, o que confirma a alternativa E.

Tema central: Deveres sanitários do suspeito
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. O parágrafo único do art. 22 estabelece dever legal expresso de permitir o acesso à habitação por agente de saúde legalmente identificado para comprovação e controle dos casos de doenças transmissíveis. A alternativa cria exigência de ordem judicial prévia que não consta da Seção III indicada na base.
B
Errada
Incorreta. A Lei Estadual nº 6.320/1983 (SC), art. 21, § 3º, dispõe literalmente: "Atestado de vacina e carteiras de saúde não serão retidos, em qualquer hipótese, por instituição pública ou privada ou por pessoa física." Logo, a escola não pode manter o comprovante para registro interno.
C
Errada
Incorreta. O art. 22 alcança tanto a pessoa portadora quanto a pessoa suspeita de doença transmissível e admite isolamento ou quarentena quando necessário, no lugar, forma e tempo determinados pela Autoridade de Saúde. A alternativa exige confirmação laboratorial prévia, requisito inexistente no texto legal indicado.
D
Errada
Incorreta. O art. 21, § 2º, prevê: "A pessoa apresentará atestado de vacina nas circunstâncias especiais previstas em regulamento." Portanto, a apresentação não se torna facultativa pelo simples fato de ainda não haver diagnóstico formal. A lei trata de hipótese de exigibilidade regulamentar e, separadamente, veda a retenção do documento.
E
Certa
A alternativa E reproduz o comando legal aplicável à hipótese: a lei estadual impõe à pessoa suspeita de doença transmissível o dever de cumprir medidas profiláticas e terapêuticas prescritas pelos serviços de saúde, inclusive submissão a isolamento ou quarentena quando necessário, e também o dever de permitir o acesso à habitação por agente de saúde legalmente identificado. Além disso, a base também registra que o atestado de vacina pode ser exigido nas circunstâncias regulamentares, embora não possa ser retido. Portanto, a recusa narrada no caso contraria obrigações legais expressas.
Pegadinha da questão
A banca explorou três confusões reais: tratar a condição de "suspeita" como se não gerasse deveres sanitários, supor que o acesso do agente à residência dependeria de ordem judicial apesar do dever legal expresso de permitir o acesso, e confundir exigência de apresentação do comprovante vacinal com possibilidade de retenção do documento, que a lei proíbe em qualquer hipótese.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a lei mencionar expressamente pessoa "suspeita" de doença transmissível, não exija confirmação laboratorial para a incidência dos deveres sanitários previstos no dispositivo.
  • Separe duas ideias: o documento vacinal pode ser exigido nas hipóteses regulamentares, mas sua retenção é vedada em qualquer hipótese.
  • Se o dispositivo impõe dever de permitir acesso de agente de saúde legalmente identificado à habitação, não acrescente condição não escrita, como ordem judicial prévia.

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