A Ecocardiografia é fundamental na pesquisa de massas e tumo...

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Q3410375 Medicina
A Ecocardiografia é fundamental na pesquisa de massas e tumores cardíacos primários ou secundários (metastáticos). Sobre esse tema, analise os itens a seguir. I. Os trombos representam a maior parte das massas Intracardíacas e podem ocorrer em qualquer câmara. Quando o trombo não se associa à cardiopatia estrutural, pode ter se originado das veias dos membros inferiores, das veias cavas ou mais raramente relacionado à trombofilia.
II. A forma mais comum de tumor cardíaco primário é representada pelo mixoma, de natureza maligna. Apresenta aspecto peculiar ao eco como uma massa globosa, de grandes dimensões, com textura gelatinosa, pedunculada, geralmente aderida à face atrial esquerda do septo interatrial no nível da fossa oval, podendo se projetar para o orifício mitral.
III. Em geral, as formas mais comuns de envolvimento tumoral maligno são extracavitárias, constituídas por metástases pericárdicas (carcinoma de mama, pulmão, esôfago) que podem evoluir para derrame e até mesmo tamponamento cardíaco.

Estão corretos os itens:
Alternativas

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Tema central: Ecocardiografia na avaliação de massas cardíacas. O eco permite identificar localização, inserção (séssil vs pediculada), mobilidade, textura e relação com estruturas, ajudando a diferenciar trombo (geralmente avascular, em áreas de estase) de tumores (primários ou metastáticos, frequentemente vascularizados). O ecocardiograma transesofágico (ETE) é superior para átrio esquerdo/apêndice e válvulas; o uso de contraste pode sugerir vascularização tumoral.

Gabarito: C (Somente I e III)

Justificativa dos itens

I – Verdadeiro. Na prática, trombos são as massas intracardíacas mais comuns e podem estar em qualquer câmara: átrio esquerdo (fibrilação atrial), ventrículo esquerdo (após IAM/aneurisma), câmaras direitas (embolo “in transit” vindo de TVP/veia cava). Em pacientes sem cardiopatia estrutural, a origem venosa (MMII/veias cavas) e estados de trombofilia explicam trombos intracardíacos. No eco, tendem a ser hipoecoicos, laminares ou lobulados, em regiões de estase. (Harrison; UpToDate)

II – Falso. O mixoma é o tumor cardíaco primário mais comum, porém é benigno, não maligno. A descrição ecocardiográfica é típica: massa gelatinosa, pediculada, geralmente aderida à face atrial esquerda do septo interatrial (fossa oval), podendo prolapsar pela valva mitral e causar obstrução e fenômenos embólicos. O erro está em chamá-lo de “maligno”. (Harrison; ASE/EACVI consensos sobre massas cardíacas)

III – Verdadeiro. O envolvimento maligno mais frequente do coração é por metástases, sobretudo pericárdicas (pulmão, mama, esôfago, linfomas, melanoma), levando a derrame e possível tamponamento. O eco evidencia derrame, espessamento/irregularidades pericárdicas e sinais de tamponamento. (UpToDate; diretrizes de cardio-oncologia ESC/ACC)

Análise das alternativas

A (I e II): Incorreta, pois o item II afirma que mixoma é “maligno”.

B (II e III): Incorreta pelo mesmo motivo: II é falso.

D (I, II e III): Incorreta porque inclui o item II, que é falso.

C (Somente I e III): Correta, pois I e III estão de acordo com a evidência.

Estratégia para a prova

- Associe “maioria das massas” a trombo (estase, FA, IAM).
- Ao ver “mixoma”, lembre: benigno, pediculado, átrio esquerdo, fossa oval.
- “Metástase pericárdica” sugere derrame/tamponamento, mais comum que tumor primário.

Referências essenciais: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Cardiac tumors; Echocardiographic evaluation of cardiac masses); Consensos ASE/EACVI sobre avaliação ecocardiográfica de massas cardíacas; documentos de cardio-oncologia ESC/ACC.

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