A mãe de um bebê de 2 meses que está em acompanhamento de pu...
A mãe de um bebê de 2 meses que está em acompanhamento de puericultura relatou durante a consulta que possui dois familiares que tiveram retinoblastoma quando crianças. Na maternidade, o bebê foi submetido ao “teste do olhinho” com reflexo vermelho bilateralmente. Apresenta bom ganho de peso em aleitamento materno exclusivo, bom desenvolvimento neuropsicomotor para a idade. Qual é a conduta mais adequada nesse caso?
Gabarito comentado
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Tema central: Rastreamento e manejo de risco familiar para retinoblastoma em pediatria. O retinoblastoma é o tumor intraocular maligno mais comum da infância, com claro fator hereditário quando há parentes afetados. A identificação precoce é fundamental para o prognóstico visual e vital das crianças.
Justificativa da alternativa correta (D):
Segundo as Diretrizes de Atenção à Saúde Ocular na Infância (Ministério da Saúde), crianças com história familiar positiva para retinoblastoma configuram grupo de alto risco e devem ser encaminhadas imediatamente a avaliação especializada, mesmo com teste do reflexo vermelho (teste do olhinho) aparentemente normal. A oftalmoscopia binocular indireta é o exame mais sensível para detecção de tumores pequenos e lesões iniciais, permitindo diagnóstico precoce.
Trecho relevante: "História familiar de retinoblastoma é considerada um fator hereditário de risco para problemas oculares." (Diretrizes, seção Identificação de situações de risco)
Análise das alternativas incorretas:
A) Solicitar ressonância magnética e B) Tomografia de crânio: Esses exames estão reservados para avaliação de extensão do tumor ou investigação de complicações, mas não para rastreamento inicial em crianças assintomáticas de risco. Utilizar exames caros e de difícil acesso como primeira linha contraria o princípio de racionalidade nas diretrizes pediátricas e pode atrasar a conduta correta.
C) Repetir testes do olhinho nas consultas: O teste do reflexo vermelho tem limitações: nem sempre identifica tumores iniciais, especialmente periféricos ou pequenos. Por isso, não é suficiente em crianças com risco genético. O acompanhamento deve ser feito com avaliação oftalmológica direta.
E) Tranquilizar a mãe pelo teste negativo: Falso! O exame na maternidade não exclui a possibilidade de retinoblastoma hereditário. Tumores podem se manifestar após a alta, e um resultado normal pode levar a atraso diagnóstico se ignorado o risco familiar.
Dica de prova: Ao identificar história familiar positiva para condições graves, procure por orientação para encaminhamento especializado mesmo sem sintomas ou exames normais iniciais.
Referências: Diretrizes de Atenção à Saúde Ocular na Infância (Ministério da Saúde, 2013, p. 48); Protocolo de Regulação Ambulatorial — Oncologia; SBP, Guia Diagnóstico Precoce Retinoblastoma.
Resumo final: D) Encaminhar ao oftalmologista para realização de oftalmoscopia binocular indireta é a conduta mais correta e alinhada às melhores práticas.
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