Paciente do sexo masculino, obeso, sedentário, vítima de IAM...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o choque cardiogênico pós-infarto agudo do miocárdio (IAM) e a conduta adequada diante da falha terapêutica inicial, focando nas opções avançadas de suporte circulatório, incluindo o transplante cardíaco.
O choque cardiogênico ocorre pela incapacidade do coração em manter débito suficiente ao organismo, mesmo com volume intravascular adequado. No contexto pós-IAM, é uma grave complicação, associada a alta mortalidade e requer atenção imediata e abordagem multidisciplinar.
Justificativa da alternativa correta (B):
De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia e evidências clínicas internacionais, em pacientes cuja revascularização do miocárdio falhou e permanece em choque cardiogênico refratário, o transplante cardíaco é uma opção que deve ser considerada, especialmente após esgotamento das intervenções convencionais. O próprio protocolo do Ministério da Saúde e recomendações do UpToDate reforçam a necessidade de escalonar o tratamento para opções definitivas em casos graves.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. A angiocoronariografia é indicada e fundamental para diagnóstico e planejamento terapêutico em choque cardiogênico pós-IAM. Contraindicá-la pode atrasar intervenções que salvam vidas.
C) Incorreta. O defeito do septo ventricular (DSV) é uma das causas mecânicas clássicas de choque cardiogênico após infarto, pois gera comunicação interventricular, sobrecarga hemodinâmica e insuficiência cardíaca aguda.
D) Incorreta. O balão intra-aórtico (BIA) está indicado como suporte em choque cardiogênico, principalmente para estabilizar o paciente enquanto se decide terapêutica definitiva (Classe I, IV Diretriz SBC).
E) Incorreta. A causa mais comum de choque cardiogênico é a disfunção miocárdica extensa causada pelo IAM. Insuficiência da válvula aórtica é rara como causa primária.
Dica de prova: Atenção para palavras absolutas ("não está indicada", "não evolui") e para reconhecer situações onde protocolos recomendam escalada de terapia, como transplante, em pacientes refratários.
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