O processo de alfabetização das turmas da educação de jovens e adultos (EJA) está ancorado em práticas indispensáveis,
de leitura e escrita, que também são desenvolvidas com as crianças das séries iniciais do ensino fundamental. Isso não quer dizer
que o professor vá trabalhar lançando mão dos mesmos materiais e das mesmas estratégias com públicos tão distintos. Não faz
sentido. Esse é, inclusive, um dos motivos que levam os mais velhos a fracassar e a abandonar a escola.
Embora exista uma variedade considerável de bons materiais organizados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelas
secretarias estaduais e municipais do País (disponíveis gratuitamente na Internet), muitos educadores ainda recorrem aos livros
usados pela criançada. Um dos motivos é a falta de formação específica. A maioria das faculdades de pedagogia negligencia a EJA
e não prepara os educadores para lidar com as especificidades da modalidade. Um estudo encomendado pela NOVA ESCOLA à
Fundação Carlos Chagas no ano passado aponta que lecionar para jovens e adultos é um fato abordado somente em 1,5% das
disciplinas do currículo de pedagogia.
Ao pensar as especificidades da EJA, deve-se considerar os aspectos que apontam para o que é peculiar aos sujeitos dessa
modalidade. Nesse sentido, lançar mão, em sala de aula, de materiais e estratégias diferentes dos utilizados com as crianças é
considerar uma dimensão específica dos sujeitos da EJA. É ela a dimensão
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