Considerando a atuação do psicólogo em diferentes contextos...

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Q4039032 Psicologia

Considerando a atuação do psicólogo em diferentes contextos e com diversas populações, especialmente no âmbito das intervenções clínicas e psicossociais, analise as partes que seguem:


(1º parte): O psicólogo pode compreender a orientação sexual e a identidade de gênero como condições patológicas passíveis de intervenção corretiva no processo terapêutico.


(2º parte): A escuta ativa não constitui um recurso essencial nas intervenções familiares, cabendo ao psicólogo priorizar a prescrição de soluções técnicas padronizadas para a resolução dos conflitos apresentados.


Pode-se afirmar que:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto decisivo foi a comparação das duas assertivas com as Resoluções CFP nº 01/1999 e nº 01/2018 e com a exigência ética de atuação técnica reconhecida. A 1ª parte erra ao tratar orientação sexual e identidade de gênero como patologia passível de correção; a 2ª parte erra ao substituir a escuta por soluções técnicas padronizadas. Por isso, ambas são incorretas e o gabarito é D.

Tema central: Normas éticas do CFP sobre sexualidade e intervenção psicológica
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque pressupõe verdade nas duas partes. A 1ª é falsa por admitir patologização e intervenção corretiva sobre orientação sexual e identidade de gênero, o que é vedado pelas resoluções do CFP. A 2ª também é falsa por negar a centralidade da escuta e defender soluções técnicas padronizadas para conflitos familiares, formulação incompatível com a atuação psicológica ética e tecnicamente fundamentada.
B
Errada
Incorreta porque não é só a 1ª parte que está errada. A 2ª também está incorreta, já que substituir a escuta psicológica por prescrição padronizada de soluções contraria a exigência de atuação baseada em técnica reconhecida, ética profissional e análise do caso concreto.
C
Errada
Incorreta porque não é só a 2ª parte que está errada. A 1ª parte contraria frontalmente as resoluções do CFP ao tratar orientação sexual e identidade de gênero como condições patológicas passíveis de correção ou reversão.
D
Certa
A alternativa D está certa porque as duas assertivas contrariam critérios normativos e ético-técnicos da profissão. A 1ª parte é incompatível com a Resolução CFP nº 01/1999 e com a Resolução CFP nº 01/2018, que afastam orientação sexual e identidade de gênero do campo da patologia e vedam práticas de reversão, reorientação, readequação ou correção. A 2ª parte também está errada porque descreve uma atuação prescritiva e padronizada, em detrimento da escuta e da consideração do caso concreto, o que não se sustenta à luz da exigência de exercício profissional baseado em ciência psicológica, técnica reconhecida, ética e legislação profissional.
Pegadinha da questão
A questão mistura duas confusões reais: sugerir que atender pessoas em sofrimento autorizaria intervenção corretiva sobre orientação sexual ou identidade de gênero, e chamar de “soluções técnicas” uma atuação padronizada que substitui a escuta psicológica.
Dica para questões semelhantes
  • Se a assertiva tratar orientação sexual ou identidade de gênero como patologia, desvio ou objeto de reversão/correção, ela contraria a normatização do CFP.
  • Se a alternativa apresentar atuação psicológica como resposta padronizada para conflitos, sem consideração do caso concreto, isso é incompatível com a exigência ética e técnica da profissão.
  • Nem toda referência a técnica profissional valida a alternativa: é preciso verificar se a técnica é reconhecida e aplicada sem substituir a escuta e a análise da situação concreta.

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