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Q4195145 Medicina
Em relação aos pacientes que vivem com HIV e apresentam tuberculose pulmonar, assinale a alternativa correta.
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na coinfecção TB-HIV, o tratamento da tuberculose deve ser iniciado imediatamente e a TARV deve ser introduzida conforme o grau de imunossupressão, especialmente a contagem de CD4; assim, a alternativa A é a única compatível com a base de decisão e com as diretrizes citadas.

Tema central: TB-HIV e TARV
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque expressa a sequência terapêutica recomendada na coinfecção TB-HIV: o tratamento da tuberculose não deve ser adiado, e o início da TARV depende da intensidade da imunossupressão. A base informa que, segundo o PCDT para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos – Módulo 2: Coinfecções e Infecções Oportunistas, 2024, e o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, a TARV deve ser iniciada após o começo do tratamento da TB, em janela definida pelo CD4, sendo mais precoce quando CD4 < 50 células/mm³. A alternativa não impõe início simultâneo universal e por isso reflete corretamente a conduta.
B
Errada
Está errada porque transforma o início da TARV em simultâneo obrigatório com a terapia da tuberculose. Para CD4 > 50 células/mm³, a base não exige início no mesmo momento exato; o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil posiciona esse início no começo da fase de manutenção, e o PCDT 2024 recomenda início preferencialmente entre a 4ª e a 6ª semana. O erro médico é impor simultaneidade como regra.
C
Errada
Está errada porque atrasa indevidamente a TARV no cenário de maior risco. Se o CD4 for < 50 células/mm³, a base é explícita ao afirmar que a TARV deve ser iniciada mais precocemente, em até 2 semanas após o início do tratamento da tuberculose, e não apenas na 8ª semana. Esse atraso contraria o critério decisivo da questão, que é o início mais precoce da TARV na imunossupressão grave.
D
Errada
Está errada por incompatibilidade farmacológica com o tratamento antituberculose usual contendo rifampicina. A base informa que darunavir/ritonavir não é esquema de escolha na coinfecção TB-HIV em uso de rifampicina, devido à interação medicamentosa importante entre rifampicina e inibidor de protease potencializado. Portanto, o erro não é o esquema ser inválido em qualquer contexto, mas apresentá-lo como esquema de escolha nesse cenário.
E
Errada
Está errada porque confunde interação medicamentosa com contraindicação absoluta. A base afirma que o dolutegravir não está contraindicado na coinfecção TB-HIV; ele pode ser utilizado com ajuste ou atenção à coadministração com rifampicina conforme protocolo. Portanto, a alternativa é eliminada por erro de conduta farmacológica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre TARV precoce e TARV no mesmo dia do tratamento da tuberculose, além de testar se o candidato lembra que CD4 < 50 células/mm³ exige início mais precoce, não postergação.
Dica para questões semelhantes
  • Em TB-HIV, primeiro fixe a sequência: tratar a tuberculose imediatamente e decidir o momento da TARV pela contagem de CD4.
  • Se o CD4 for < 50 células/mm³, descarte alternativas que adiem a TARV por muitas semanas.
  • Não aceite como regra o início simultâneo da TARV com o esquema para TB; a base exige janela conforme imunossupressão, não mesmo dia para todos.
  • Quando houver rifampicina, revise se o esquema ARV proposto tem interação importante antes de aceitá-lo como opção de escolha.

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