A droga de escolha para o tratamento da leishmaniose viscer...

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Q4195135 Medicina
A droga de escolha para o tratamento da leishmaniose visceral em crianças menores que 1 ano, gestantes e maiores que 50 anos é:
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: No recorte cobrado — leishmaniose visceral em menores de 1 ano, gestantes e maiores de 50 anos — o protocolo oficial do Ministério da Saúde indica anfotericina B lipossomal como tratamento de escolha, o que exclui o antimoniato de meglumina por maior toxicidade nesses grupos e define a alternativa E como correta.

Tema central: Tratamento da leishmaniose visceral
Análise das alternativas
A
Errada
Miltefosina está errada porque não é a droga de escolha protocolar para leishmaniose visceral nesses grupos específicos. Além disso, a própria presença de gestantes no enunciado torna essa opção inadequada pelo problema de toxicidade reprodutiva/teratogenicidade descrito na base.
B
Errada
Antimoniato de meglumina está errada porque, embora seja fármaco clássico contra leishmaniose, não é a primeira escolha em menores de 1 ano, gestantes e maiores de 50 anos. O motivo decisivo é o maior risco de toxicidade sistêmica dos antimoniais, razão pela qual o protocolo oficial prefere anfotericina B lipossomal nesses grupos.
C
Errada
Isetionato de pentamidina está errada porque não é a droga priorizada pelo protocolo para leishmaniose visceral nesse recorte etário e gestacional. A base sustenta que seu uso se associa mais a outros contextos de leishmaniose, não à recomendação principal para leishmaniose visceral em menores de 1 ano, gestantes e maiores de 50 anos.
D
Errada
Itraconazol está errada porque não integra a terapêutica de escolha para leishmaniose visceral nesse cenário. O critério de exclusão aqui é direto: ausência de indicação como tratamento padrão de escolha para leishmaniose visceral nas diretrizes aplicáveis à questão.
E
Certa
A anfotericina B lipossomal é a alternativa correta porque a questão não pede o tratamento da leishmaniose visceral em geral, mas a droga de escolha em grupos especiais. Para menores de 1 ano, gestantes e maiores de 50 anos, o protocolo oficial do Ministério da Saúde indica anfotericina B lipossomal, sustentada também pelo melhor perfil de segurança em comparação aos antimoniais pentavalentes, que têm maior toxicidade sistêmica, incluindo cardiotoxicidade, pancreatotoxicidade, hepatotoxicidade e nefrotoxicidade.
Pegadinha da questão
A banca explora a lembrança do antimoniato de meglumina como tratamento clássico da leishmaniose, mas o enunciado restringe a grupos especiais nos quais a escolha muda para anfotericina B lipossomal; outra confusão possível é tratar 'anfotericina B' como se toda formulação tivesse o mesmo perfil de segurança da formulação lipossomal.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão trouxer leishmaniose visceral junto de menor de 1 ano, gestação ou idade acima de 50 anos, pense primeiro em indicação protocolar específica, não no tratamento clássico geral.
  • Em perguntas de 'droga de escolha' para grupos vulneráveis, compare perfil de segurança: antimoniais perdem espaço quando a toxicidade é critério decisivo.
  • Diferencie formulação de fármaco quando a segurança define a resposta; aqui o ponto não é 'anfotericina B' genericamente, mas a formulação lipossomal.

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