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Q3126558 Medicina
    Menino, 4 anos de idade, previamente hígido, deu entrada no pronto atendimento com quadro de febre de início súbito há dois dias, associado à cefaleia intensa, mialgia, evoluindo com exantema maculopapular difuso e pruriginoso e vômitos persistentes. Exame físico: peso 15 kg, desidratado, FC: 120 bpm, normotenso, sem sinais meníngeos, abdome doloroso à palpação e sem visceromegalias, FR 25 irpm, tempo de enchimento capilar de 2s, extremidades quentes, mucosas sem alterações. A família estava viajando há sete dias em área com surto de dengue.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta necessária.  
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo clínico da dengue em pediatria, com foco na classificação de gravidade, identificação de sinais de alarme e indicação de terapia adequada conforme os protocolos do Ministério da Saúde.

Justificativa da alternativa correta (D):

O paciente apresenta febre aguda, cefaleia, mialgia, exantema maculopapular, vômitos persistentes e dor abdominal intensa, sem sinais de choque ou manifestações hemorrágicas graves, mas com sinais de alarme (dor abdominal e vômitos repetidos).

De acordo com o “Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança” do Ministério da Saúde (2021), página 47: “A presença de qualquer sinal de alarme classifica o paciente no Grupo C, devendo ser iniciada hidratação venosa imediata com 10 mL/kg de SF em 1 hora…”

Além disso, é necessário colher exames laboratoriais para acompanhamento (hemograma, transaminases, albumina), pois eles auxiliam na detecção precoce de agravamento e outras complicações.

Análise das alternativas incorretas:

AErrada: O manejo do paciente não deve aguardar confirmação laboratorial, já que o risco de agravamento é elevado diante dos sinais de alarme.

BErrada: O Grupo B aplica-se a casos sem sinais de alarme, em que a hidratação oral monitorada é suficiente. Este paciente exibe dois sinais de alarme, justificando terapia endovenosa.

CErrada: A dose de 20 mL/kg de SF destina-se a crianças em choque (Grupo D), não a pacientes com sinais de alarme, que recebem 10 mL/kg/h inicialmente.

EErrada: Assim como na alternativa C, a dose de 20 mL/kg e indicação de noradrenalina são exclusivas para choque, o que não ocorre neste caso clínico.

Estrategicamente, atenção: Faça a leitura minuciosa dos sinais de alarme; muitos erros em prova decorrem de desatenção a sintomas como dor abdominal, vômitos persistentes ou sinais indiretos de agravamento. Não espere confirmação laboratorial diante de sinais clínicos sugestivos!

Referências: Ministério da Saúde, “Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança” (2021); Sociedade Brasileira de Pediatria; UpToDate. Obras como Nelson Tratado de Pediatria e o Manual de Urgências e Emergências em Pediatria também recomendam condutas semelhantes.

Conclusão: A alternativa correta é a D. Conduta precoce e assertiva salva vidas e evita complicações!

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