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Q3126554 Medicina
    Um menino, 9 anos de idade, previamente hígido, está realizando exame de imagem com contraste endovenoso, e após a administração apresentou tosse e incomodo na garganta. Exame físico: acordado, orientado, tosse e discreta rouquidão, ausculta pulmonar sem alterações, pele sem alterações, taquipneico, FC 120 bpm, PA 80 x 50 mmHg.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.
Alternativas

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Tema central: A questão aborda anafilaxia pediátrica, uma emergência alérgica que requer reconhecimento e intervenção imediata. Reconhecer sinais precoces e conduzir corretamente é fundamental em concursos para Residência Médica.

Justificativa da alternativa correta (D): O quadro descrito – tosse, rouquidão, taquipneia, hipotensão e taquicardia pós-exposição a contraste – indica anafilaxia. A diretriz do Manual MSD afirma: “A adrenalina é a base do tratamento para a anafilaxia... deve ser administrada imediatamente”. Para crianças, recomenda-se via intramuscular (IM), na face anterolateral da coxa, 0,01 mg/kg, dose máxima 0,3 mg por administração (solução 1:1.000, sem diluir). Isso interrompe a evolução do choque e das manifestações respiratórias.

Portanto, a alternativa D – 0,3 mg de adrenalina IM sem diluir, no músculo vastolateral da coxa – está correta e estritamente alinhada às recomendações.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Difenidramina EV: embora anti-histamínicos possam ser úteis para sintomas cutâneos menores, não revertem manifestações graves e não são tratamento inicial para anafilaxia.
  • B) Combinação difenidramina + hidrocortisona EV: também são medidas adjuvantes, de início lento, insuficientes isoladamente em quadros severos.
  • C) 0,5 mg de adrenalina IM: extrapola o limite pediátrico, indicado apenas para adultos, aumentando risco de efeitos adversos cardiovasculares.
  • E) 0,3 ml de adrenalina IM, diluição 1:100: A diluição correta para IM é 1:1.000 (dose de 0,3 mg/mL). A diluição 1:100 é reservada para via endovenosa, em ambientes de alto suporte.

Estratégia de prova: Em situações de choque e sintomas respiratórios súbitos pós-exposição, sempre valorize o uso da adrenalina IM como primeira medida. Docilidade nas doses mostra preparo – atenção para o limite pediátrico!

Referência: "A adrenalina (epinefrina) por via intramuscular é o tratamento de primeira linha e deve ser administrada imediatamente ao primeiro sinal de anafilaxia suspeita... Dose máxima de 0,3 mg por administração." (Anafilaxia em pediatria: como conduzir na emergência?, Artmed)

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