A estenose aórtica valvar, causa mais comum de obstrução fi...
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Tema central da questão: A estenose aórtica valvar é a principal causa de obstrução fixa do ventrículo esquerdo. O foco desta questão é o impacto da insuficiência mitral (IM) significativa sobre a avaliação ecocardiográfica da estenose aórtica, mais especificamente sobre o gradiente transvalvar aórtico.
Justificativa da alternativa correta (C):
A regurgitação mitral importante pode reduzir o tempo de ejeção ventricular esquerda, alterando o valor do gradiente transvalvar aórtico. Conforme as Diretrizes Brasileiras de Valvopatias – 2020: “O gradiente pode sub-representar a gravidade quando o volume sistólico é baixo...” Isso ocorre porque, na IM importante, parte do volume que deveria ser ejetado pela aorta retorna ao átrio esquerdo. Resulta em menor fluxo sanguíneo anterógrado pela valva aórtica, subestimando o gradiente transvalvar aórtico. Portanto, a alternativa C está correta e reflete uma abordagem clínica fundamental: sempre considerar valvopatias associadas na avaliação ecocardiográfica.
Análise das alternativas incorretas:
A) É considerada estenose moderada quando obtém-se uma área valvar de cerca de 1,0 cm²/m². – Errado. A classificação adequada usa área valvar absoluta: estenose moderada se área valvar entre 1,0–1,5 cm² (não indexada por metro quadrado).
B) Um gradiente transvalvar menor que 50 mmHg denota uma estenose leve. – Errado. Estenose leve apresenta gradiente <20 mmHg; valores maiores já indicam gravidade moderada a importante.
D) Uma velocidade de fluxo de cerca de 5 m/s caracteriza uma estenose aórtica moderada. – Errado. Velocidade > 4 m/s já corresponde a estenose grave (não moderada).
E) Na presença de insuficiência mitral associada, o gradiente de pressão transvalvar aórtico pode ser superestimado. – Errado. Como explicado, o gradiente costuma ser subestimado, e não superestimado, devido ao menor volume de ejeção pela valva aórtica.
Estrategias e dicas:
Nas provas, fique atento a termos como “superestimado” e “subestimado” e ao uso correto dos critérios ecocardiográficos. Ao avaliar valvopatias associadas, lembre-se das possíveis interferências no fluxo e gradiente.
Referências fundamentais: Diretrizes Brasileiras de Valvopatias – 2020; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate.
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