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Q691238 Medicina
Paciente, 34 anos, portador de insuficiência renal crônica, evoluiu com quadro de hipotensão arterial, agitação e taquicardia. O cardiologista clínico, após avaliar os níveis altíssimos de ureia, fez sua hipótese diagnóstica e solicitou um ecocardiograma à beira do leito. Em relação ao caso clínico, assinale a alternativa correta.
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Tema central: Paciente com insuficiência renal crônica apresentando quadro de hipotensão, taquicardia e agitação levanta forte suspeita de complicação cardiovascular – neste caso, destaca-se a pericardite urêmica com evolução para tamponamento cardíaco.

Justificativa e raciocínio médico: No tamponamento cardíaco, o acúmulo rápido de líquido no pericárdio eleva a pressão intrapericárdica, dificultando o enchimento das câmaras cardíacas, gerando repercussão hemodinâmica aguda. O eco à beira do leito é o exame mais sensível e acessível para detecção de sinais específicos dessa condição.

Alternativa correta: C – O colapso da parede atrial direita, que persiste por mais de um terço do ciclo cardíaco, é considerado altamente específico para tamponamento, devido à menor pressão intracavitária do átrio direito. Isso ocorre principalmente durante a diástole, quando a pressão pericárdica supera a pressão intra-atrial, impedindo o enchimento normal.
Como reforça o “Manual de Ecocardiografia” (Feigenbaum): “A persistência do colapso do átrio direito por mais de um terço do ciclo cardíaco é o sinal mais específico de tamponamento”.

Análise das alternativas incorretas:

A) Aumento de 50% do fluxo tricúspide à inspiração está associado à pericardite constritiva e ao fenômeno de dissociação ventricular, não sendo específico do tamponamento.
B) Redução expiratória da abertura da valva mitral e curva E-F diminuída são sinais de constrição pericárdica.
D) Inversão da parede atrial esquerda pode ocorrer, porém é bem menos específica para tamponamento.
E) Aumento do tempo de contração isovolumétrica não faz parte do quadro clássico de tamponamento.

Estratégia de resolução: Atenção ao sinal ecocardiográfico clássico: colapso do átrio direito >1/3 do ciclo. Cuidado para não confundir com achados que pertencem à pericardite constritiva!

Segundo Feigenbaum: “Entre todos os achados ecocardiográficos, o colapso persistente do átrio direito é o mais específico para tamponamento”.

Resumo: Paciente renal crônico, sinais de choque e quadro compatível com pericardite/tamponamento. No eco, colapso persistente do átrio direito é diagnóstico.

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No caso clínico apresentado, o paciente tem insuficiência renal crônica e apresenta hipotensão arterial, agitação e taquicardia. O cardiologista clínico, ao avaliar os níveis altos de ureia, solicita um ecocardiograma à beira do leito para confirmar sua hipótese diagnóstica. A alternativa correta é a letra C, que menciona a invaginação da parede atrial direita persistindo por mais de um terço do ciclo cardíaco como um sinal específico para o caso. Esse sinal é indicativo de pericardite urêmica, uma complicação comum em pacientes com insuficiência renal crônica. Os outros sinais mencionados nas outras alternativas não estão relacionados ao caso clínico apresentado.

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