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Q3222038 Medicina
Você avalia, na enfermaria, uma menina de 5 anos, com história de doença inflamatória intestinal, que está em nutrição parenteral total devido a síndrome disabsortiva. Você percebe que ela está com febre alta, letargia e dor abdominal, apresenta pele pálida e aquosa, além de sinais de desidratação. Os exames laboratoriais mostram leucopenia e elevação dos marcadores inflamatórios.
Com base no caso clínico apresentado, das seguintes opções, assinale a que representa a abordagem inicial mais apropriada para o manejo da sepse fúngica nessa criança.
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: O caso apresentado aborda sepse fúngica associada ao uso de nutrição parenteral total e cateter venoso central em paciente pediátrica imunossuprimida. Trata-se de uma emergência clínica cujo manejo inicial é determinante para desfechos favoráveis.

Justificativa da alternativa correta (A): De acordo com os protocolos do Hospital das Clínicas da UFMG e com o Protocolo de Sepse do HCor, crianças com nutrição parenteral total, cateter venoso central, imunossupressão e febre persistente apresentam alto risco para infecção fúngica, especialmente por Candida spp. Na suspeita de sepse fúngica, a conduta inicial mais segura é:

  • Iniciar antifúngico sistêmico empiricamente
  • Considerar imediata troca ou remoção do cateter venoso central

Esta abordagem reduz a mortalidade, conforme destacado pelo Portal de Boas Práticas IFF/Fiocruz e estudos nacionais.

Análise das alternativas incorretas:

B) Prescrever antibiótico e antifúngico oral é inadequado: infecções graves do sangue exigem via parenteral para rápida biodisponibilidade. Além disso, antibiótico de amplo espectro sem antifúngico sistêmico pode atrasar o tratamento efetivo.

C) Realização de biópsia antes de iniciar tratamento se opõe às diretrizes de sepse pediátrica: em quadros graves, a terapia NÃO deve ser adiada para se aguardar confirmação etiológica, sob risco de piora clínica rápida.

D) Aumentar taxa de nutrição parenteral NÃO trata a causa infecciosa e pode até agravar o quadro hemodinâmico. O manejo nutricional deve ser reavaliado, mas a prioridade é o controle da infecção.

Dica para provas: Preste atenção aos fatores de risco no enunciado e busque as condutas baseadas em protocolos oficiais; tratamentos que aguardam confirmação laboratorial ou utilizam via oral em quadros graves geralmente não são corretos.

Segundo o Protocolo Assistencial HC-UFMG, seção de cateter vascular: “Se sepse, avaliar cobertura para Candida se: nutrição parenteral total, [...] uso prolongado de antimicrobianos de amplo espectro, cateter femoral ou colonização por Candida em múltiplos sítios.”

Resumo: A alternativa A é a correta por refletir a melhor prática clínica, embasada em diretrizes e literatura.

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