Há três mecanismos principais reconhecidos na patologia das...
I - O acometimento por continguidade de processos sinusais.
II - Lesão direta à orbita.
III - Disseminação endógena em pacientes imunocomprometidos.
Está correto o que se afirma em:
Gabarito comentado
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Tema central: patogênese das celulites orbitária/pré-septal, muito ligadas à Otorrinolaringologia por sua relação com as rinossinusites. A questão pergunta quais são os mecanismos principais de origem dessas infecções.
Alternativa correta: E – I, II e III
Justificativa:
• I – Contiguidade de processos sinusais: é o mecanismo mais comum, sobretudo a partir da etmoidite, pela proximidade da lâmina papirácea. Patógenos usuais: Streptococcus spp. e Staphylococcus aureus; anaeróbios quando origem dentária. (UpToDate; Harrison)
• II – Lesão direta à órbita: trauma periorbitário, mordidas, corpo estranho, cirurgia ou injeções podem inocular bactérias diretamente nos tecidos orbitários/pré-septais, servindo como porta de entrada. (AAO-HNS, UpToDate)
• III – Disseminação endógena: por bacteremia (e, em imunocomprometidos, também fúngica, como mucormicose) com semeadura hematogênica nos tecidos orbitários. Ocorre em imunossuprimidos, diabéticos descompensados e crianças não vacinadas historicamente. (Harrison; diretrizes de infecções orbitárias)
Estratégia de prova: quando ler “mecanismos principais”, lembre do tríade: sinusite contígua, trauma/inoculação direta e hematogênico em imunocomprometidos. Se todos aparecem, a resposta tende a ser “todas as alternativas”.
Pegadinhas: não confundir “raro” com “não reconhecido”. A via hematogênica é menos comum, mas é mecanismo válido, especialmente em imunossuprimidos.
Diagnóstico (resumo para fixação): sinais orbitários de alarme: dor à movimentação ocular, oftalmoplegia, proptose, queda de acuidade visual. Solicite TC de órbitas e seios paranasais com contraste quando suspeita de acometimento pós-septal/abscesso. (UpToDate, AAO-HNS)
Conduta essencial: antibiótico IV empírico cobrindo Streptococcus, S. aureus (incl. MRSA conforme risco) e anaeróbios se foco dentário; avaliação conjunta com Otorrino/Oftalmo; drenagem cirúrgica se abscesso. (Harrison; AAO-HNS)
Análise das alternativas incorretas:
• A (I apenas): exclui trauma direto e disseminação hematogênica, ambos reconhecidos.
• B (I e II): omite a via endógena, importante em imunocomprometidos.
• C (II e III): despreza a principal via (contiguidade sinusais).
• D (III apenas): ignora os mecanismos mais prevalentes (sinusite e trauma).
Referências de estudo: UpToDate – Orbital cellulitis; Harrison’s Principles of Internal Medicine; AAO-HNS guidelines sobre infecções orbitárias.
Gabarito: E
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