As otoemissões acústicas (OEA) foram identificadas como ener...
I. Em neonatos com indicadores de risco para deficiência auditiva, é recomendada que a triagem auditiva neonatal seja realizada através do PEATE.
II. O diagnóstico de perda auditiva neural é baseado na presença de Emissões Otoacústicas normais e ausência de potenciais evocados auditivos de tronco cerebral.
III. As otoemissões acústicas, em conjunto com a audiometria de altas frequências, são exames que permitem a monitoração dos pacientes em uso de drogas potencialmente ototóxicas, como a cisplatina.
IV. Alterações de orelha média, como otite média serosa e disjunção de cadeia ossicular, podem determinar ausência de registro das OEA, mesmo com células ciliadas externas funcionalmente preservadas.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que
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Tema central: Otoemissões acústicas (OEA) são sons gerados pela cóclea, especificamente pelas células ciliadas externas, que se propagam até o meato acústico externo. São fundamentais na avaliação auditiva objetiva e não invasiva, com destaque no rastreamento neonatal e no monitoramento da função coclear diante de drogas ototóxicas.
Análise detalhada das assertivas:
I. Verdadeira. Nos neonatos com indicadores de risco para deficiência auditiva (ex: prematuridade, hiperbilirrubinemia), as diretrizes brasileiras recomendam o uso do PEATE (Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Encefálico) porque esse exame avalia toda a via auditiva, incluindo possíveis neuropatias auditivas que podem não ser detectadas apenas com as OEA. Desta forma, reduz-se a chance de falsos negativos. (Fonte: Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal – Ministério da Saúde, p. 13-14)
II. Verdadeira. A perda auditiva neural (ou neuropatia auditiva) caracteriza-se por OEA presentes (indicando células ciliadas externas funcionais) e PEATE ausentes ou alterados (indicando falha na transmissão neural). Este padrão é clássico e serve para o diagnóstico desse grupo especial de perdas auditivas. (UpToDate, seção de neuropatia auditiva; Ministério da Saúde)
III. Verdadeira. Tanto as OEA quanto a audiometria de altas frequências são métodos sensíveis para monitorar ototoxicidade. Drogas como a cisplatina afetam preferencialmente células ciliadas externas das regiões basais da cóclea (responsáveis pelas altas frequências), e as alterações podem ser detectadas precocemente antes da manifestação clínica.
IV. Verdadeira. Alterações na orelha média (ex: otite média serosa ou disjunção ossicular) impedem a passagem adequada das OEA do interior da cóclea ao meato acústico externo. Portanto, pode não haver registro de OEA mesmo com células ciliadas externas íntegras. (Livro: Tratado de Otorrinolaringologia, C. Bento, 3ª ed., p. 279)
Justificativa da alternativa correta: Todas as assertivas estão corretas. Assim, a alternativa B) todas são verdadeiras é correta.
Estratégia de prova: Questões que abordam métodos diagnósticos na otorrinolaringologia frequentemente cobram a diferença entre disfunção coclear e neural. Atenção a termos como "indicadores de risco", "funcionais", "ausência de registro" e ao uso combinado de exames.
Conclusão: Segundo as Diretrizes do Ministério da Saúde (DATAN) e clássicos da área, todas as afirmativas refletem o que há de mais atualizado na prática clínica, reforçando a importância de saber quando e como utilizar cada método audiológico no contexto neonatal e em pacientes de risco.
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