Sobre o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da S...

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Q3795707 Medicina
Sobre o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde e as recomendações para imunização de adultos e idosos, analise as assertivas a seguir:
I.A vacina contra Influenza é recomendada anualmente para idosos (60 anos ou mais) e grupos prioritários, devido à variação sazonal das cepas do vírus.
II.A vacina Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola) é contraindicada para gestantes, pois contém vírus vivos atenuados, havendo risco teórico de transmissão para o feto.
III.A vacina dTpa (Difteria, Tétano e Coqueluche acelular) é recomendada para gestantes a partir da 20ª semana de gestação, a cada gestação, visando a proteção do recém-nascido contra a coqueluche.
IV.A vacina contra Hepatite B deve ser administrada em dose única para todos os adultos que não possuem comprovação vacinal, não sendo necessário esquema de múltiplas doses nesta faixa etária.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS: 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Ministério da Saúde, Calendário Nacional de Vacinação do Adulto, do Idoso e da Gestante (vigente em 2025/2026, publicado em gov.br/saude): "Vacina influenza trivalente | DOSE 1 dose anual com a vacina da temporada. Vacina tríplice viral SCR | Conforme histórico vacinal • até 29 anos, 2 doses • entre 30 e 59 anos, 1 dose • trabalhador de saúde, 2 doses. Vacina dTpa | DOSE 1 dose a partir da 20ª semana gestacional, em cada gestação. Vacina hepatite B | DOSE 3 doses (conforme histórico vacinal)." A questão se resolve porque as assertivas I, II e III estão compatíveis com o calendário e a orientação técnica oficial, enquanto a IV contraria o esquema da hepatite B, que não é de dose única.

Tema central: Calendário vacinal adulto
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque considera verdadeira a assertiva IV. O confronto com o Calendário Nacional de Vacinação do Adulto elimina essa conclusão: "Vacina hepatite B | DOSE 3 doses (conforme histórico vacinal)". Logo, não existe, para todos os adultos sem comprovação vacinal, esquema de dose única.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne exatamente as assertivas compatíveis com o Calendário Nacional de Vacinação e com a orientação técnica oficial do Ministério da Saúde: I, pois o idoso recebe influenza em "1 dose anual com a vacina da temporada"; II, porque a tríplice viral é vacina de vírus vivos atenuados e é contraindicada na gestação; III, porque a gestante deve receber dTpa em "1 dose a partir da 20ª semana gestacional, em cada gestação". A alternativa também acerta ao não incluir a IV, já que a hepatite B para adultos sem comprovação vacinal segue "3 doses (conforme histórico vacinal)", e não dose única.
C
Errada
Incorreta por dois motivos jurídicos objetivos: exclui a assertiva I, embora o calendário do idoso traga literalmente "Vacina influenza trivalente | DOSE 1 dose anual com a vacina da temporada"; e inclui a IV, apesar de o esquema oficial da hepatite B ser de 3 doses conforme histórico vacinal.
D
Errada
Incorreta porque inclui a IV, em desacordo com o esquema oficial da hepatite B, e exclui a II, embora a orientação técnica oficial contraindique a tríplice viral na gestação por ser vacina de vírus vivos atenuados, com risco teórico ao feto.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: tratar a hepatite B como se fosse dose única no adulto sem comprovação vacinal e induzir erro no item II pelo uso da expressão "risco teórico", que é justamente a base técnica da contraindicação de vacinas vivas atenuadas na gestação.
Dica para questões semelhantes
  • Em vacinação de adultos e idosos, confira primeiro se o item fala em dose anual, dose por gestação ou esquema completo; isso costuma decidir a questão.
  • Para hepatite B no adulto sem comprovação vacinal, o dado decisivo do calendário é: 3 doses conforme histórico vacinal.
  • Na gestação, memorize o ponto normativo específico da dTpa: 1 dose a partir da 20ª semana, em cada gestação.
  • Se a vacina é de vírus vivos atenuados, trate a gestação como hipótese de contraindicação segundo a orientação técnica oficial.

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