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Q631036 Medicina
A profilaxia do angioedema hereditário inclui EVITAR esportes de contato ou impacto e as seguintes medicações de uso crônico:
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Tema central: Angioedema hereditário (AEH) é uma doença genética rara causada por deficiência ou disfunção do inibidor de C1 esterase (C1-INH). Os pacientes apresentam episódios de edema subcutâneo e submucoso, podendo ser graves, principalmente se afetarem vias aéreas.

Justificativa da alternativa correta – E) andrógenos atenuados (danazol, oxandrolona)

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, na seção de tratamento profilático: "O tratamento profilático com andrógenos atenuados, como o danazol, é indicado para pacientes com crises frequentes ou graves de angioedema hereditário. Esses medicamentos atuam aumentando a produção de C1-INH, reduzindo a frequência e a gravidade das crises."

O danazol e a oxandrolona promovem síntese hepática aumentada de C1-INH, prevenindo crises e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Diretrizes internacionais e revisões sistemáticas também reforçam essa conduta.

Análise das alternativas incorretas:

A) Prednisona associada a ranitidina: Não há evidência de eficácia profilática para AEH. Corticoides não previnem crises hereditárias de angioedema; ranitidina tampouco tem papel no mecanismo envolvido.

B) Inibidores de ECA (ex: captopril): Contraindicados! Podem desencadear ou piorar eventos de angioedema, pois aumentam os níveis de bradicinina, agente central na fisiopatologia do AEH.

C) Antagonista do receptor de bradicinina (icatibanto): Indicado apenas para tratamento agudo das crises, não para profilaxia a longo prazo.

D) Difenidramina ou prometazina: Antihistamínicos não atuam no mecanismo do AEH, que independe de reações alérgicas mediadas por histamina.

Dicas de interpretação e possíveis pegadinhas:

  • Fique atento a termos como “hereditário”: AEH não responde a corticoide nem a anti-histamínico, diferindo dos angioedemas alérgicos.
  • A menção a inibidores de ECA geralmente deve acionar um alerta imediato de contraindicação nessa doença específica.
  • Respostas envolvendo medicamentos para tratamento agudo geralmente não se aplicam à profilaxia.

Referências: PCDT Ministério da Saúde (2016) – seção de “Tratamento Profilático”; UpToDate – “Long-term prophylactic therapy for hereditary angioedema”. Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª Ed.

Resumo: Para profilaxia de AEH, utilizam-se andrógenos atenuados (danazol, oxandrolona), que aumentam a síntese de C1-INH e reduzem as crises. Outras opções citadas são inadequadas e, em alguns casos, perigosas.

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As drogas que mais comumente agravam ou prolongam o quadro clínico do AEH ou AEA são os inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA), os antagonistas dos receptores de angiotensina II, contraceptivos à base de estrógenos e alguns hipoglicemiantes orais. Os inibidores da ECA aumentam a vida média da bradicinina e devem ser evitados. Com menor frequência, os antagonistas dos receptores de angiotensina II também podem agravar o quadro clínico do AEH. Os contraceptivos à base de estrógenos não devem ser utilizados, optando-se por pílulas com progesterona. O fosfato de sitagliptina, um hipoglicemiante oral indicado para o tratamento de diabetes do tipo II, faz parte da classe de agentes hipoglicemiantes orais denominada inibidoras da dipeptidil peptidase 4 (DPP-4). Estes agentes podem agravar o quadro clínico do AEH.

Errei a questão pelo enunciado confuso.

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