A síndrome de Marfan é uma alteração do tecido conjuntivo, ...
A síndrome de Marfan é uma alteração do tecido conjuntivo, de herança autossômica dominante, devida à mutação do gene da fibrilina1. Cerca de 25% a 35% dos afetados representam mutações de novo. As mutações ocorrem em diferentes localizações do gene, sendo únicas em uma mesma família. Assinale a alternativa correta acerca desse assunto.
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Tema Central: A Síndrome de Marfan é uma doença genética do tecido conjuntivo, autossômica dominante, causada por mutações, principalmente de novo, no gene FBN1. Clinicamente, manifesta-se com acometimento esquelético (alta estatura, aracnodactilia, escoliose), ocular (ectopia de lente) e cardiovascular (aneurisma/dissecção de aorta).
Análise das alternativas:
A) Incorreta. A redução de metade da fibrilina-1 (haploinsuficiência) não garante produção funcional adequada. A deficiência de microfibrilas compromete a integridade dos tecidos, pois a proteína normal não compensa a alteração (Harrison’s, 21ª ed., Cap. 432).
B) Incorreta. Embora Marfan e homocistinúria compartilhem traços clínicos (pectus carinatum, ectopia de lente), diferem: Marfan é autossômica dominante (FBN1), enquanto homocistinúria é autossômica recessiva (CBS), com condutas terapêuticas e evolução distintas. Segundo o UpToDate, o tratamento e o aconselhamento genético variam amplamente entre as duas entidades.
C) Incorreta. O diagnóstico padrão-ouro baseia-se em critérios majoritários clínicos (Revisados de Ghent, 2010), não exclusivamente no teste molecular de FBN1. Embora o diagnóstico molecular seja complementar, o tratamento atual é definido pelos achados clínicos e não depende da identificação formal da mutação (ver Guidelines ACC/AHA 2022).
D) Incorreta. Erro clássico: mesmo em casos de “mutação de novo”, uma vez que o indivíduo é afetado, sua descendência terá risco de 50%, conforme padrão autossômico dominante. O baixo risco de recorrência só é válido para os irmãos do afetado (pais não portadores da mutação). Essa pegadinha é recorrente em provas de genética clínica.
E) Incorreta (idêntica à D). Repete o erro da alternativa anterior: transmite risco incorreto à prole. O risco de 50% se mantém nos descendentes de um afetado, pois ele possui a mutação em todas as células germinativas. Atenção ao copiar-colar de alternativas nas provas!
Resumo Estratégico:
O aluno deve sempre considerar o risco de transmissão a descendentes em doenças autossômicas dominantes, independentemente da mutação ser herdada ou de novo. Nas questões, cuidado especial com pegadinhas sobre risco de recorrência!
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