Paciente de 65 anos, de sexo masculino, em diálise peritonial ambulatorial contínua (DPAC) há 3 anos, procura
atendimento por dor abdominal difusa, que se iniciou há
dois dias; sem febre ou alteração do hábito intestinal ou
queixas urinárias. A pressão arterial (PA) era de 140/90
mmHg, encontrava-se prostado, afebril, com sinais de
irritação peritonial difusa e sem sinais flogísticos no óstio
do cateter. O líquido de diálise tinha aspecto levemente
turvo, com 146 células, sendo 60% de neutrófilos, com
bacterioscópico negativo. Foi feito o diagnóstico de peritonite relacionada à DPAC e tratado, por protocolo, com
cefepime e vancomicina intraperitoneal além de analgesia
via oral. Em 48 horas referia alívio da intensidade da dor,
que persistia agora localizada apenas na fossa ilíaca e
flanco esquerdos, sem febre ou outras queixas. A PA era
de 150/80 mmHg, e, ao exame, apresentava dor à palpação e sinais de irritação peritoneal, localizados na fossa
ilíaca e flanco esquerdos; o líquido de diálise era límpido
e mostrava 24 células com 8% de neutrófilos. Foi intensificada a analgesia e solicitados hemograma, provas de
função hepática e pancreática.
Considerando a evolução do caso, pode-se afirmar que: