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Q3331979 Medicina
Uma criança de 6 anos é encaminhada à consulta com queixas de sono agitado, despertares frequentes durante a noite e sonolência excessiva durante o dia. Qual o exame complementar mais indicado para investigar e confirmar o diagnóstico desse distúrbio do sono?
Alternativas

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Tema central: investigação diagnóstica de distúrbios do sono em criança com sono fragmentado e sonolência diurna. Nessa faixa etária, o exame padrão-ouro para confirmar a maioria dos distúrbios do sono orgânicos (especialmente distúrbios respiratórios do sono e movimentos periódicos dos membros) é a Polissonografia noturna.

Alternativa correta: A – Polissonografia

A polissonografia (PSG) registra, de forma simultânea, EEG, EOG, EMG, fluxo aéreo, esforço toracoabdominal, oximetria, capnografia/ETCO₂, ECG e movimentos de pernas. Assim, permite confirmar e classificar apneia obstrutiva do sono (AOS), movimentos periódicos dos membros (PLMD), avaliar arquitetura do sono e diferenciar parassonias de crises epilépticas. Em pediatria, as diretrizes da AAP e da AASM recomendam PSG noturna em laboratório na suspeita de AOS ou quando há sonolência diurna com sono não reparador (UpToDate; AAP Pediatrics 2012, AASM Manual).

Principais achados que confirmam distúrbios comuns:

  • AOS pediátrica: índice de apneia-hipopneia (IAH) elevado, dessaturações, hipoventilação; microdespertares relacionados a eventos respiratórios.
  • PLMD: índice de movimentos periódicos dos membros aumentado, associados a despertares.
  • Parassonias/epilepsia noturna: PSG com canais de EEG ajuda a diferenciar eventos.

Por que as demais alternativas estão incorretas?

B – Dosagem de melatonina: a melatonina tem variação circadiana e não é indicada para diagnosticar AOS, PLMD ou parassonias. Diretrizes não recomendam sua dosagem para avaliação de queixas como as do caso.

C – Eletroencefalograma (EEG): útil para epilepsia, mas não avalia respiração, oxigenação, movimentos de pernas nem arquitetura do sono de forma completa. A PSG já inclui EEG, sendo mais abrangente para distúrbios do sono.

D – Avaliação psicológica: pode contribuir em insônia comportamental e higiene do sono, mas não confirma distúrbios fisiológicos como AOS ou PLMD. É complementar, não substitutiva da PSG.

E – Tomografia de crânio: não tem papel na investigação inicial de distúrbios do sono e expõe à radiação. Só é considerada se houver suspeita neurológica estrutural específica, o que não se infere aqui.

Dica de prova (pegadinha): ao ver sonolência diurna + despertares noturnos, pense em distúrbios que exigem avaliação simultânea do sono e da respiração. Não confunda com EEG isolado: escolha a Polissonografia.

Referências rápidas: AAP Clinical Practice Guideline: Diagnosis and Management of Childhood OSA (Pediatrics, 2012); AASM Manual for the Scoring of Sleep; UpToDate – Evaluation of suspected OSA in children.

Gabarito: A

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