Observe as afirmações referentes à tuberculose pulmonar: I...

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Q3293957 Medicina

Observe as afirmações referentes à tuberculose pulmonar:



I. O tratamento padrão inclui 2 meses de RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol), seguidos de 4 meses de RI.


II. A baciloscopia negativa reduz a chance diagnóstica de TB em pacientes imunocompetentes.


III. O uso de isoniazida em quimioprofilaxia auxilia a prevenção em contatos de TB ativa.


IV. A resistência a múltiplas drogas demanda esquema estendido e monitoramento rigoroso,


V. O HIV co-infectado requer mesma duração de tratamento, sem ajustes.



Estão CORRETAS as afirmativas: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Tuberculose pulmonar: diagnóstico, tratamento de primeira linha, quimioprofilaxia, manejo de resistência e particularidades na coinfecção pelo HIV.

Gabarito: A — I, III e IV

Por que está certo?

I. O esquema padrão para TB pulmonar sensível é 2 meses de RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) seguidos de 4 meses de RI. Corresponde ao 2RHZE/4RH, totalizando 6 meses. Diretrizes: Ministério da Saúde-Brasil (Manual de Recomendações), OMS e Harrison’s.

III. A quimioprofilaxia (tratamento da infecção latente) com isoniazida (6–9 meses) reduz progressão para doença ativa em contatos. Alternativas aceitas: 3HP (isoniazida+rifapentina semanal por 3 meses) ou 4R (rifampicina 4 meses). Diretrizes: OMS, MS-Brasil, UpToDate.

IV. TB resistente a múltiplas drogas (MDR/RR-TB) requer esquemas estendidos com fármacos de segunda linha (ex.: bedaquilina, linezolida, fluoroquinolonas), duração típica 9–12 meses (curto) ou 18–20 meses (longo), além de monitoramento rigoroso (cultura seriada, eventos adversos, adesão). Diretrizes OMS 2022–2024.

Por que as outras estão erradas?

II. Afirmar que “baciloscopia negativa reduz a chance diagnóstica em imunocompetentes” é enganoso. A baciloscopia tem sensibilidade limitada (~50–60%); muitos casos de TB pulmonar confirmada têm baciloscopia negativa. Em cenário clínico-radiológico compatível, não exclui TB nem deve “reduzir” de forma decisiva a probabilidade. O correto é complementar com teste rápido molecular (Xpert MTB/RIF) e cultura. Referências: MS-Brasil, OMS, UpToDate.

V. Na coinfecção HIV/TB, embora a duração para TB pulmonar sensível geralmente seja 6 meses, não é “sem ajustes”: exige início oportuno da TARV, manejo de interações com rifampicina (ex.: ajuste com dolutegravir/efavirenz) e vigilância para IRIS; eventualmente pode-se estender se resposta lenta ou doença extrapulmonar. Assim, a frase é falsa. Diretrizes: OMS, MS-Brasil, Harrison’s.

Estratégia de prova: Desconfie de expressões absolutas como “sem ajustes”. Em TB pulmonar: pense 2RHZE/4RH; em contatos: TPI com isoniazida ou esquemas encurtados; em MDR: tratamento mais longo e acompanhamento estreito; baciloscopia negativa não afasta TB — peça teste molecular/cultura.

Referências essenciais: OMS (TB Guidelines 2022–2024); Ministério da Saúde – Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Tuberculosis in adults).

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