Mulher, 17 anos, G1P0, IG: 32 semanas, comparece para consul...
Mulher, 17 anos, G1P0, IG: 32 semanas, comparece para consulta de pré-natal referindo que há 3 semanas vem apresentando aumentos dos níveis pressóricos chegando a aferir pressão arterial(PA) de 150x90 mmHg no dia anterior à consulta. Encontra-se assintomática no momento. Ao exame físico: PA de 140x90 mmHg, altura uterina de 29 cm e frequência cardíaca fetal de 135 batimentos por minuto. Traz exames de rotina do pré-natal do terceiro trimestre mostrando hemoglobina de 11,5 e contagem de plaquetas de 95.000. Nesse sentido, assinale a alternativa correta.
Gabarito comentado
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Tema central: Hipertensão na gestação: diagnóstico diferencial entre hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia, com foco em critérios laboratoriais indicativos de gravidade.
Justificativa da alternativa correta (B):
A paciente: G1P0, 32 semanas, apresenta PA ≥ 140x90 mmHg e plaquetas 95.000/mm³. De acordo com o Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, é pré-eclâmpsia a presença de hipertensão após a 20ª semana com proteinúria ou disfunção de órgão-alvo, como trombocitopenia (< 100.000). Assim, mesmo sem proteinúria mencionada, a paciente cumpre critérios de pré-eclâmpsia.
Raciocínio clínico: Em pré-eclâmpticas, avaliar sinais de gravidade (alterações laboratoriais, sintomas neurológicos, disfunção de órgãos). Deve-se complementar a investigação para outros comprometimentos sistêmicos (fígado, rins, SNC), além de considerar anti-hipertensivos se PA persistente > 150x100 mmHg.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Hipertensão gestacional requer ausência de sinais de disfunção de órgão-alvo. Plaquetas < 100.000 excluem esse diagnóstico (critério de gravidade para pré-eclâmpsia!).
C) Incorreta. Mesma justificativa: não é hipertensão gestacional por presença de trombocitopenia (< 100.000). Curva pressórica isolada não é suficiente.
D) Incorreta. Apesar do diagnóstico correto, a indicação imediata de resolução não é obrigatória. O manejo depende do controle pressórico, estado materno/fetal e idade gestacional.
Pegadinha da banca: Atenção aos valores laboratoriais e critérios de gravidade: pequenas alterações podem mudar completamente o diagnóstico. A presença de trombocitopenia (mesmo discreta) aponta para pré-eclâmpsia grave.
Resumo: O diagnóstico correto exige correlacionar sinais clínicos e laboratoriais. Sempre desconfie de pré-eclâmpsia na gestante com hipertensão pós-20 semanas associada a disfunção orgânica, mesmo na ausência de proteinúria.
Segundo o Manual do Ministério da Saúde: “Pré-eclâmpsia: identificação de hipertensão arterial, desde 20 semanas, associada à proteinúria ou, na ausência desta, alterações laboratoriais (plaquetas < 100.000, enzimas hepáticas aumentadas) ou outros comprometimentos sistêmicos.”
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Atentar-se à contagem de plaquetas.
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