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Ano: 2011 Banca: MPE-MS Órgão: MPE-MS Prova: MPE-MS - 2011 - MPE-MS - Promotor de Justiça |
Q148774 Português
Assinale a alternativa em que o sinal indicador da crase foi empregado incorretamente:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A decisão da questão está na incompatibilidade entre a regência de "referir-se a" e o termo "ninguém": o verbo pede a preposição "a", mas "ninguém", por ser pronome indefinido, não admite artigo feminino. Sem artigo, não há fusão e, portanto, a forma "à ninguém" está incorreta.

Tema central: emprego da crase
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada como escolha porque, em "até à Assembléia Legislativa", o uso da crase é admitido na norma considerada pela questão. Há termo feminino determinado por artigo, e a presença de "até" não impede por si só a ocorrência da fusão. A confusão possível aqui é tomar a construção após "até" como necessariamente sem crase, o que a base afasta.
B
Certa
A alternativa B é a correta porque identifica o único uso inadequado do acento grave. Em "referiu-se", há regência da preposição "a", mas isso, sozinho, não autoriza crase. Como "ninguém" é pronome indefinido e não admite artigo feminino, a forma correta seria "a ninguém", sem crase. O erro está exatamente em marcar fusão onde só existe preposição.
C
Errada
Está errada como escolha porque "Quanto àquela expressão" traz caso regular de crase. O acento grave resulta da fusão da preposição "a" com o demonstrativo "aquela". Portanto, não há impropriedade no uso do sinal.
D
Errada
Está errada como escolha porque "Fui à bela Veneza" apresenta uso admitido de crase. O verbo "ir" exige preposição "a", e o nome de lugar aparece determinado por "bela", o que legitima o artigo feminino. Com preposição mais artigo, a crase é compatível com a norma cobrada.
E
Errada
Está errada porque a afirmação de que nenhuma das anteriores contém erro não se sustenta. A alternativa B traz uso indevido de crase antes de pronome indefinido, portanto existe, sim, alternativa anterior incorreta.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre regência e crase: muitos candidatos veem que "referir-se" pede preposição "a" e concluem apressadamente que o acento grave é obrigatório, ignorando que "ninguém" não admite artigo e, por isso, não pode haver crase.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique sempre os dois elementos da crase: preposição "a" mais artigo feminino ou demonstrativo iniciado por "a"; se um deles faltar, não há crase.
  • Diante de pronome indefinido, como "ninguém", não presuma artigo; sem artigo, a forma correta é sem acento grave.
  • Não trate a exigência de preposição pelo verbo como suficiente para justificar crase.
  • Observe casos admitidos pela norma em demonstrativos e em nomes de lugar determinados, para não eliminar alternativas corretas.

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São casos proibidos de crase:
1. Antes de masculino
Estamos a par de tudo

2. Antes de pronomes pessoais, de tratamento e indefinido
Ele não se referiu a ninguém da festa

3. Antes de verbos
Pôs-se a chorar o menino

4. Em qualquer frase que apresenta sentido indefinido
Jamais assistir a uma peça tão fraca

5. Em expressão formada por palavras repetidas
Ex. Tomou o remédio gota a gota

6. Quando o A está antes de palavra no plural
Ex. Só faltava a pessoas de bom senso

7. Com a palavra casa, quando não está determinada ou qualificada
Ex. Irei a casa logo

8. Com a palavra distância, quando não está qualificada
Ex. Ele ficou a distância.

9.Com a palavra terra, quando significa oposição a bordo
Ex. Os marujos foram a terra.

10.Antes de nomes de vultos históricos
Ex. Fez alusão a Joana D'Arc.
a) até (prep. direção) + a (prep.): caso facultativo de crase, quando diante de palavra que aceita artigo feminio

b) a (prep.) + pronome indefenido: não aparece crase pq a maioria dos pronomes não aceitam artigo

c) a (prep.) + aquela (aquele, e variações): crase obrigatória

d) a (prep.) + a (art.), somente por causa do adj. bela, senão Veneza não aceitaria art. e consequentemente não teria crase

e) a b está incorreta, então esta está descartada
d) TRUQUE: Se vou (a) volto (da) crase há. Ex: Vou à Itália. (Volto da Itália)
                     Se vou (a) volto (de) crase pra que.


                     Ex: Vou a Roma. (Volto de Roma)
                          
Fui à bela (adjetivo) Veneza passar quinze dias de férias
                                                    



Alernativa B

O verbo até pede a preposição mas pronome indefenido não pede, assim  não crase facultativa ou obrigatoria

Bons estudos

Parece-me pertinente a seguinte complementação em relação à letra "a" (Dirigimos até à Assembléia Legislativa para participarmos de uma solenidade de posse;) que traz uma pegadinha, isto é, trata de exceção à regra da proibição da crase após uma preposição (preposição "até". A princípio, não haveria qualquer motivo para haver crase aí. Mas se trata de exceção surgida a partir do século XVII para resolver ambiguidade relativa à ideia de inclusão. 

"Até a / à
A partir do séc. XVII começou-se a usar as preposições ‘até’ e ‘a’ combinadas para dar maior clareza ao pensamento, uma vez que ‘até’ tem igualmente o sentido de inclusão ("mesmo, inclusive, ainda, também"). Mudança de significado pode ocorrer em frases do tipo
(1) Queimou todo o cabelo até a raiz - inclusive a raiz;
(2) Queimou todo o cabelo até à raiz - até junto à raiz.
(3) Rabiscou tudo até a porta - a porta também;
(4) Rabiscou tudo até à porta - dá a noção de limite: parou na porta."

Fonte: http://www.kplus.com.br/materia.asp?co=4&rv=Gramatica

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