De acordo com a doutrina administrativa, o motivo será cons...

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Q3328827 Direito Administrativo
De acordo com a doutrina administrativa, o motivo será considerado discricionário quando:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério jurídico central é a existência de margem juridicamente admitida para a apreciação administrativa do motivo.

Tema central: Motivo vinculado e discricionário
Análise das alternativas
A
Errada
Afirma uma vinculação universal do motivo que a classificação adotada não admite. A lei não precisa definir o motivo de maneira exaustiva em todas as hipóteses, podendo deixar margem de apreciação à Administração, inclusive mediante conceitos indeterminados.
B
Errada
Inverte o critério jurídico: a definição legal específica não assegura discricionariedade, enquanto conceitos vagos podem permiti-la quando deixam margem valorativa à Administração. O elemento decisivo é essa margem, e não a simples existência de previsão legal do motivo.
C
Errada
Descreve motivo vinculado. A definição legal clara e precisa, sem espaço para apreciação administrativa, exclui justamente a margem valorativa que caracteriza o motivo discricionário.
D
Certa
A alternativa D está amparada na classificação atribuída a Di Pietro, reproduzida nas fontes da base: a discricionariedade do motivo decorre da margem valorativa deixada à Administração, seja pela ausência de definição legal específica, seja pelo emprego de noções vagas que comportem essa apreciação. A referência a conceitos indeterminados deve ser entendida com essa ressalva: não é qualquer indeterminação linguística que gera discricionariedade, mas aquela que efetivamente permite apreciação administrativa de conveniência e oportunidade.
E
Errada
Os critérios objetivos e específicos que eliminam a liberdade de apreciação caracterizam vinculação no aspecto regulado. Portanto, a hipótese apresentada é incompatível com a discricionariedade do motivo.
Pegadinha da questão
A alternativa B inverte a relação entre precisão legal e margem de apreciação; C e E apresentam características de vinculação como se fossem de discricionariedade.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se a disciplina do motivo deixa margem juridicamente admitida de apreciação: esse é o critério decisivo da classificação.
  • Se a definição legal é precisa e exclui apreciação valorativa, classifique o motivo como vinculado.
  • Não trate todo conceito jurídico indeterminado como fonte automática de discricionariedade: é necessário que ele efetivamente comporte margem valorativa.
  • Não confunda ausência de definição legal específica com autorização para atuação arbitrária ou fora dos limites jurídicos.

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Em Direito Administrativo, um motivo é considerado discricionário quando a lei concede à administração pública a liberdade de escolher entre várias possibilidades, dentro dos limites legais, para determinar o motivo que leva à prática de um ato. Essa liberdade é limitada pela lei, que fixa as regras e os parâmetros dentro dos quais a escolha deve ser feita. 

Fonte: IA

GAB.: LETRA D

O MOTIVO de um ato administrativo é o conjunto de fatos e fundamentos de direito que justificam a prática do ato.

O motivo será considerado discricionário quando a lei não fixa de modo preciso quais fatos concretos devem ensejar a prática do ato, ou quando emprega conceitos vagos e indeterminados (por exemplo: “conveniência”, “interesse público relevante”, “falta grave”), deixando à Administração uma margem de apreciação para decidir se cabe ou não praticar o ato, de acordo com critérios de oportunidade e conveniência.

rumo a PPES

Amém

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