Casal possui um filho anterior com síndrome do X-frágil. O ...

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Q4238404 Medicina
Casal possui um filho anterior com síndrome do X-frágil. O casal deseja uma nova gestação, porém tem medo de que o próximo filho também apresente a doença. Qual estratégia é clinicamente aceitável neste contexto? 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Diante de antecedente familiar de síndrome do X-frágil, doença monogênica ligada ao X por alteração no FMR1, a estratégia aceitável para reduzir o risco reprodutivo é o PGT-M, que investiga a alteração genética específica da família; por isso, entre as alternativas, a única compatível com a base técnica do caso é a letra B.

Tema central: PGT-M no X-frágil
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque PGT-A avalia aneuploidias e euploidia embrionária, não a alteração molecular específica do FMR1 responsável pela síndrome do X-frágil. O problema clínico aqui é risco de doença monogênica familiar, portanto o método adequado é PGT-M, não triagem cromossômica geral.
B
Certa
A alternativa B acerta ao apontar o PGT-M, que é o teste genético pré-implantacional indicado quando há risco de transmissão de doença monogênica específica na família. Esse é exatamente o contexto do X-frágil. A redação da opção é tecnicamente imperfeita porque enfatiza a detecção de embriões femininos, quando a utilidade central do PGT-M não é apenas sexagem, mas sim testar a condição genética familiar. Ainda assim, dentro do conjunto de respostas, é a única que traz a estratégia clinicamente aceitável para esse cenário.
C
Errada
Está errada porque morfocinética espermática e sêmen sexado, como descritos na alternativa, não constituem estratégia genética validada para prevenir transmissão de síndrome do X-frágil. A proposta mistura técnicas laboratoriais com uma finalidade que não reduz de forma apropriada o risco de uma doença monogênica ligada ao X.
D
Errada
Está errada porque, em doença ligada ao X, embriões masculinos têm maior vulnerabilidade à apresentação clássica da síndrome, não menor. Além disso, seleção por sexo isoladamente não substitui investigação genética específica. Transferir apenas embriões masculinos contraria a lógica genética do caso.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre PGT-A e PGT-M e tenta induzir a ideia de que sexagem embrionária, por si só, resolveria uma doença ligada ao X.
Dica para questões semelhantes
  • Se o risco é de doença monogênica familiar, pense em PGT-M; se a pergunta é sobre número de cromossomos, pense em PGT-A.
  • Em doenças ligadas ao X, sexo embrionário pode ser informação auxiliar, mas não substitui teste molecular específico quando ele é possível.
  • No X-frágil, embrião feminino não é sinônimo de ausência de risco; mulheres também podem ser afetadas.
  • Desconfie de alternativas que ofereçam tecnologia laboratorial sem ligação genética direta com a prevenção da doença familiar.

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