Paciente, 55 anos, feminino, dá entrada na unidade de emerg...
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Tema central da questão: A questão aborda o manejo da coledocolitíase sintomática, uma condição em que cálculos biliares obstruem o ducto colédoco, provocando sintomas clássicos (dor em hipocôndrio direito, colúria, acolia) e achados de dilatação das vias biliares no ultrassom.
Justificativa para a alternativa correta (D): A conduta preconizada, segundo manuais e diretrizes internacionais, inclui dois passos fundamentais:
- CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica): procedimento de escolha para diagnóstico e remoção dos cálculos do colédoco, sendo indicado sempre que há evidências clínicas e ultrassonográficas de obstrução biliar.
- Colecistectomia laparoscópica posterior: indicada após resolução da obstrução para evitar recorrência. O procedimento minimamente invasivo reduz riscos e oferece melhor recuperação.
"Na suspeita de obstrução biliar, colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) e esfincterotomia são necessárias para remover o cálculo. [...] Colecistectomia laparoscópica [...] pode ser realizada eletivamente após CPRE e esfincterotomia." (Manuais MSD)
Essa sequência (CPRE antes da cirurgia) resulta em maiores taxas de sucesso e menos morbidade.
Análise das alternativas incorretas:
A) Colecistectomia convencional com exploração das vias biliares: abordagem mais invasiva, reservada para falha de procedimentos endoscópicos.
B) CPRE seguida de colecistectomia convencional: método cirúrgico aberto não é primeira escolha quando há recurso à via laparoscópica, que reduz complicações.
C) Colecistectomia laparoscópica isolada: não trata o cálculo do colédoco previamente identificado e pode agravar obstrução biliar.
E) Colangiorressonância: exame diagnóstico, não terapêutico, portanto, inadequado como primeira conduta quando a obstrução está estabelecida e sintomática.
Dicas para provas: Atenção à sequência do tratamento e aos termos usados: procedimentos diagnósticos não devem substituir o tratamento, e a via minimamente invasiva deve ser priorizada sempre que possível pelas diretrizes (SBC, Manuais MSD).
Resumo: Para coledocolitíase sintomática confirmada, a conduta preferida é CPRE para desobstrução, seguida de colecistectomia laparoscópica. Essa estratégia é respaldada por evidências e protocolos atuais.
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