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Q3368270 Nutrição
Paciente está hospitalizado em UTI, em ventilação mecânica e recebendo nutrição enteral. Entretanto, no terceiro dia de internação, apresenta distensão abdominal e está difícil de progredir o volume da dieta. A conduta que apresenta melhor evidência para ajudar no processo de evoluir a dieta, segundo as recomendações da European Society for Clinical Nutrition and Metabolism (ESPEN) de 2023, para paciente crítico, é:
Alternativas

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A alternativa correta é: D - eritromicina via intravenosa.

Tema central da questão: O enunciado aborda a conduta ideal para um paciente crítico em UTI, que está em ventilação mecânica e apresenta sinais de intolerância à nutrição enteral, como distensão abdominal. Este é um aspecto crucial na dietoterapia em pacientes críticos, pois a tolerância à dieta é fundamental para garantir a adequada nutrição e recuperação do paciente.

Resumo teórico: Em pacientes críticos, é comum haver dificuldades na progressão da nutrição enteral devido à hipomotilidade gastrointestinal. A eritromicina é um antibiótico que, em baixas doses, atua como um agente pró-cinético, estimulando a motilidade gastrointestinal. De acordo com as diretrizes da European Society for Clinical Nutrition and Metabolism (ESPEN) 2023, o uso de agentes pró-cinéticos em pacientes que apresentam dificuldades na progressão da dieta enteral pode ser necessário para melhorar a tolerância alimentar.

Justificativa da alternativa correta: A eritromicina intravenosa possui evidências de eficácia como pró-cinético, promovendo a motilidade gastrointestinal e ajudando a aliviar a distensão abdominal. Isso facilita a progressão da nutrição enteral em pacientes críticos, conforme recomendado pela ESPEN.

Análise das alternativas incorretas:

A - Nutrição parenteral suplementar: Esta não é a primeira opção quando há dificuldade na progressão da dieta enteral, pois a meta é manter o uso do trato gastrointestinal sempre que possível. A nutrição parenteral deve ser considerada apenas quando a via enteral é absolutamente inviável.

B - Ondansetrona via intravenosa: Embora a ondansetrona seja um antiemético eficaz, não é um pró-cinético, ou seja, não melhora a motilidade gastrointestinal, o que é necessário neste caso para progredir a dieta.

C - Metoclopramida via intravenosa: Embora a metoclopramida também seja um pró-cinético, a evidência atual favorece a eritromicina por sua eficácia em promover o esvaziamento gástrico em pacientes críticos, conforme descrito nas diretrizes da ESPEN.

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De acordo com a ESPEN (2023) e a BRASPEN (2023), em casos de intolerância gástrica, recomenda-se inicialmente otimizar a tolerância gastrointestinal antes de suspender ou substituir a via enteral.

Eritromicina (agonista dos receptores de motilina):

  • ESPEN (2023): 200mg IV, 8/8 horas, por no máximo 3 dias, para evitar taquifilaxia.
  • BRASPEN (2023): 3 a 5 mg/kg/dia, 200 mg IV, 8/8 horas, por até 5 dias. O uso de metoclopramida (bloqueia receptores D2) também é recomendo com alternativa à eritromicina ou em associação, em casos refratários (10mg IV, 6-8H)

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