A distinção clínica entre choque quente (hiperdinâmico) e c...
(__)O choque frio, mais comum em lactentes, caracteriza-se por extremidades frias, tempo de enchimento capilar (TEC) lento (> 2s) e pulsos periféricos fracos, refletindo alta Resistência Vascular Sistêmica (RVS).
(__)O choque quente, mais comum em crianças maiores, apresenta extremidades quentes, TEC rápido (< 2s) e pulsos periféricos amplos, refletindo uma RVS baixa.
(__)A droga vasoativa de primeira escolha no choque frio (hipodinâmico, RVS alta) é a nitroprussiato de sódio, devido ao seu efeito vasodilatador e redutor da contratilidade cardíaca.
(__)A droga vasoativa de primeira escolha no choque quente (hiperdinâmico, RVS baixa) é a dobutamina, para melhorar a contratilidade miocárdica.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O critério decisivo é compatibilizar o fenótipo hemodinâmico com o vasoativo inicial: em choque frio, com baixa débito e RVS alta, não se indica vasodilatador como nitroprussiato; em choque quente, com vasoplegia e baixa RVS, dobutamina isolada não é a primeira escolha. Isso sustenta a sequência V, V, F, F.
- Primeiro reconheça o fenótipo clínico: frio com extremidades frias, TEC prolongado e pulsos fracos; quente com extremidades quentes, TEC rápido e pulsos amplos.
- Depois escolha o alvo terapêutico dominante: baixo débito pede suporte inotrópico/vasoativo compatível; baixa RVS pede vasopressor.
- Não transforme achado isolado de RVS alta em indicação automática de vasodilatador dentro de um contexto de choque.
- Associações por faixa etária ajudam na prova, mas o que define a resposta é a semiologia hemodinâmica e o mecanismo fisiopatológico.
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