A psicóloga perita Ana Maria entrevista Lucas, de 8 anos de...

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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2024 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q3543308 Psicologia
A psicóloga perita Ana Maria entrevista Lucas, de 8 anos de idade, em um processo de regulamentação da guarda. Na visão de Cattani (Hutz, 2020), para situar a criança dentro do contexto em que ela se encontra, é importante que a psicóloga esclareça que
Alternativas

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Alternativa correta: B

1. Tema central da questão

Esta questão aborda a comunicação ética e adequada com crianças em entrevistas psicológicas no contexto jurídico, especialmente em processos de guarda. É fundamental que o psicólogo, ao realizar a escuta da criança, explique seu papel com clareza, valorize a opinião da criança e esclareça os limites de sua atuação.

2. Resumo teórico

Segundo as diretrizes do Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP nº 008/2010) e autores como Cattani (Hutz, 2020), a criança deve ser informada sobre o motivo do encontro, o papel do psicólogo e os limites de sua participação. É importante que a criança saiba que sua opinião será considerada, mas a decisão final é do juiz, protegendo-a de expectativas irreais.

3. Justificativa da alternativa correta

Letra B"a opinião de Lucas é muito importante, embora o juiz possa decidir de forma diferente" – está certa pois informa à criança que seu ponto de vista será ouvido e respeitado, mas sem iludi-la sobre ter o poder da decisão. Isso é essencial para o manejo ético, acolhedor e responsável em entrevistas psicológicas com crianças no Judiciário.

4. Análise das alternativas incorretas

A – Ignora o contexto do processo e pode gerar confusão ou desconfiança na criança.
C – Transmite à criança uma expectativa inadequada, como se o psicólogo fosse um mediador entre os pais.
D – Desvaloriza a voz da criança, o que é antiético e contrário às normas.
E – Reduz o objetivo da entrevista ao desejo da criança, ignorando a complexidade do processo judicial e possíveis conflitos de lealdade.

5. Estratégia para interpretação

Busque sempre alternativas que demonstrem ética, acolhimento e clareza no papel do psicólogo jurídico. Desconfie de respostas que excluam o contexto judicial, atribuam responsabilidade indevida à criança ou ao psicólogo, ou minimizem o valor da escuta.

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