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Q3700864 Pedagogia
Durante muito tempo, predominou nas escolas brasileiras uma concepção de alfabetização pautada na ideia de que aprender a ler e a escrever consistia apenas em memorizar letras, sílabas e palavras, ou seja, em um processo de mera decodificação de símbolos gráficos. Nesse modelo, a criança era vista como um sujeito passivo, que apenas recebia as informações repassadas pelo professor. No entanto, as pesquisas e contribuições de Emília Ferreiro romperam com esse paradigma, inaugurando uma nova forma de compreender a alfabetização por meio da teoria da psicogênese da língua escrita. Essa perspectiva considera que a criança não apenas reproduz o que lhe é ensinado, mas elabora hipóteses, testa possibilidades e interage com o meio para construir seu próprio conhecimento sobre o funcionamento da escrita. Com base nessa abordagem inovadora, é correto afirmar que, para Emília Ferreiro:
Alternativas

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Alternativa correta: D

Tema central: Teoria da psicogênese da língua escrita de Emília Ferreiro — entendimento de alfabetização como um processo construtivo, ativo e sociocultural.

Resumo teórico: Ferreiro e Teberosky mostram que a criança não é um receptor passivo; ela formula hipóteses sobre o funcionamento da escrita, testa-as e as revisa a partir das interações e do contexto. A alfabetização, portanto, é um processo cognitivo e social, apoiado em atividades significativas, leituras e escritas reais, e no respeito às ideias prévias da criança (FERREIRO; TEBEROSKY, Psicogênese da Língua Escrita). Esse entendimento está alinhado às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que valorizam práticas alfabetizadoras significativas e contextualizadas.

Por que D está correta: A alternativa D descreve exatamente a concepção de Ferreiro: aprendizagem ativa, construção de hipóteses, interação com situações comunicativas e influência das experiências socioculturais. É coerente com evidências de que crianças criam escritas inventadas e evoluem por estágios à medida que testam e ajustam suas hipóteses.

Análise das alternativas incorretas:

A — Incorreta: defende instrução exclusiva e passividade do aluno; contraria diretamente a ideia de construção ativa do conhecimento.

B — Incorreta: afirma universalidade independente do contexto; ignora a influência sociocultural destacada por Ferreiro e por documentos como a BNCC.

C — Incorreta: propõe memorização mecânica prévia; subestima o papel do sentido e da compreensão funcional da escrita que deve acompanhar o processo desde o início.

Estratégias para provas: fique atento a palavras absolutas (“exclusivamente”, “apenas”, “independente”) — geralmente sinalizam alternativas erradas quando o referencial teórico é construtivista. Relacione termos do enunciado (hipótese, interação, contexto) com a teoria de Ferreiro.

Aplicação prática rápida: proponha atividades de escrita autêntica (bilhetes, listas), observe escritas inventadas e oriente com intervenções que levem a criança a revisar suas hipóteses.

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