Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo masculino, d...

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Q4152495 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente do sexo masculino, de 42 anos, encaminhado para avaliação de nódulo de tireoide sólido, de 1,2 cm, isoecoico, margens regulares, mais largo do que alto e com macrocalcificações localizado em terço médio de lobo direito.

Seguindo o TIRADS 2017, a classificação e conduta são, respectivamente:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Pelo ACR TI-RADS 2017, o nódulo soma 4 pontos (sólido = 2, isoecoico = 1, mais largo que alto = 0, margens regulares/lisas = 0, macrocalcificações = 1), classificando-se como TR4; como mede 1,2 cm, fica abaixo do limiar de PAAF para TR4, que é 1,5 cm, portanto a conduta é não puncionar.

Tema central: ACR TI-RADS 2017
Análise das alternativas
A
Errada
A conduta coincide com o tamanho, mas a classificação está errada. Pelo ACR TI-RADS 2017, macrocalcificações somam 1 ponto e não podem ser ignoradas. A soma correta é: sólido 2 + isoecoico 1 + macrocalcificações 1 = 4 pontos, com 0 ponto para forma mais larga que alta e margens regulares. Isso define TR4, não TR3.
B
Certa
A alternativa B aplica corretamente o sistema do ACR TI-RADS 2017 em duas etapas obrigatórias: primeiro classifica o nódulo pela pontuação dos achados ultrassonográficos, chegando a 4 pontos e portanto TR4; depois define a conduta pelo tamanho dentro da categoria, lembrando que em TR4 a PAAF só é indicada a partir de 1,5 cm. Como o nódulo tem 1,2 cm, a classificação correta é TR4 e a conduta correta é não puncionar.
C
Errada
Está errada na classificação e na conduta. TR5 exige pontuação mais alta, e este nódulo soma apenas 4 pontos. O erro típico é superestimar o peso da calcificação: no ACR TI-RADS 2017, macrocalcificações valem 1 ponto e não equivalem a focos ecogênicos puntiformes. Sem atingir TR5, também não se sustenta a indicação de PAAF por essa alternativa.
D
Errada
TR6 não é categoria atribuída a partir da ultrassonografia inicial descrita no enunciado. Na base fornecida, TR6 corresponde a malignidade já comprovada por biópsia, o que não está presente no caso. O enunciado traz apenas achados de US para estratificação ACR TI-RADS, que neste caso levam a TR4.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar macrocalcificação como se elevasse muito o risco, como ocorre com microcalcificações/focos ecogênicos puntiformes, e esquecer que no ACR TI-RADS 2017 a indicação de PAAF depende da categoria e do tamanho; em TR4, 1,2 cm ainda não atinge o limiar de punção.
Dica para questões semelhantes
  • No ACR TI-RADS 2017, resolva em duas etapas separadas: primeiro some os pontos do ultrassom; depois aplique o corte de tamanho para a conduta.
  • Macrocalcificação vale 1 ponto no item de focos ecogênicos; não a confunda com microcalcificações/focos ecogênicos puntiformes.
  • Em TR4, o corte decisivo para PAAF é 1,5 cm; entre 1,0 e 1,4 cm a base indica seguimento, não punção.
  • Não use TR6 para nódulo descrito apenas por ultrassonografia inicial; pela base, essa categoria pressupõe malignidade já comprovada.

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