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Q3293392 Medicina
Um homem de 50 anos, tabagista e alcoólatra, comparece com disfagia progressiva para sólidos, perda ponderal e desconforto retroesternal. A endoscopia e biópsia revelam neoplasia maligna de esôfago (terço médio). Diante desse diagnóstico, a qual medida se recorre inicialmente no planejamento terapêutico?
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Tema central: Carcinoma de esôfago – Estadiamento e planejamento terapêutico.

Paciente masculino, 50 anos, tabagista e etilista, com quadro de disfagia progressiva e perda ponderal, apresentou neoplasia maligna de esôfago (terço médio) confirmada por endoscopia e biópsia. Estes são achados clássicos do carcinoma epidermoide de esôfago, cuja principal conduta inicial inclui o estadiamento para direcionar o tratamento.

Justificativa da alternativa correta (B): De acordo com as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Carcinoma de Esôfago:
“O estadiamento do carcinoma de esôfago é essencial para o planejamento terapêutico adequado. Recomenda-se a realização de tomografia computadorizada (TC) de tórax e abdome para avaliar a extensão da doença. Em casos selecionados, a tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) pode ser utilizada para detectar metástases ocultas. Com base nos achados, a combinação de quimioterapia e radioterapia neoadjuvantes seguida de cirurgia pode ser considerada.”

Essa conduta está baseada em evidências científicas robustas — como demonstrado em revisões publicadas no UpToDate e citadas em guidelines internacionais —, mostrando que o tratamento neoadjuvante (quimiorradioterapia seguida de cirurgia) aumenta a sobrevida em tumores localmente avançados.

Análise das alternativas incorretas:

A) Tratamento com IBP sem estadiar: Inadequado. IBPs não modificam o curso do câncer. Não se recomenda tratamento empírico sem definir a extensão da doença.

C) Antibioticoterapia: Sem respaldo científico. Antibióticos não atuam em neoplasias e tal conduta pode adiar o tratamento adequado, levando a pior prognóstico.

D) Anti-inflamatórios e esperar regressão: Não há base para esperar regressão apenas com AINEs. Carcinoma de esôfago exige abordagem oncológica multimodal, não anti-inflamatória isolada.

Dica estratégica para provas: Sempre que a questão mencionar câncer sólido recém-diagnosticado, priorize o estadiamento antes de qualquer outra conduta. Pegadinhas podem abordar tratamentos sintomáticos, mas não substituem avaliações de extensão tumoral!

Referências confiáveis: Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas do Carcinoma de Esôfago, UpToDate, Harrison’s Principios de Medicina Interna.

Conclusão: Estadiar a doença e indicar quimiorradioterapia neoadjuvante (conforme alternativa B) são as condutas corretas e respaldadas pelas melhores práticas.

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