O marcador tumoral sérico utilizado no acompanhamento de pa...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: B — antígeno carcinoembrionário (CEA)
Tema central: marcadores séricos no acompanhamento do câncer colorretal. Em Oncologia, marcadores auxiliam no seguimento e detecção de recidiva, mas raramente servem para rastreamento ou diagnóstico isolado.
Por que a alternativa B é correta? O CEA é o marcador sérico mais utilizado no seguimento do carcinoma colorretal. Recomenda-se dosar no pré-operatório para obter valor basal e, após ressecção curativa de estádios II–III, monitorar a cada 3–6 meses nos 2 primeiros anos e depois semestral até 5 anos, associado a exame clínico e imagem, conforme NCCN/ESMO/ASCO e UpToDate. Elevação persistente ou crescente sugere recidiva/metástase; pequenas elevações podem ocorrer em tabagistas, inflamação e doença hepática. Não é marcador de triagem populacional. Referências: ESMO CRC follow-up; NCCN Colon/Rectal Cancer Guidelines; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Pegadinhas e estratégia de prova: destaque a palavra “acompanhamento” (não “diagnóstico” ou “rastreamento”) e associe imediatamente a CEA + “colorretal”. Memorize pares clássicos: CEA–colorretal, AFP–hepatocelular, CA‑125–ovário. Lembre também que o CEA pode subir por causas benignas.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
A) Alfa-fetoproteína (AFP): marcador típico de carcinoma hepatocelular e alguns tumores de células germinativas (não seminoma). Não é padrão no seguimento do câncer colorretal. Diretrizes AASLD/ESMO enfatizam seu uso no HCC.
C) CA‑125: associado principalmente a câncer de ovário epitelial, útil para monitorar resposta/recidiva nesse contexto. Pode elevar em condições benignas (ascite, endometriose). Não é recomendado para seguimento rotineiro do colorretal.
D) “Antígeno cárcino 72‑8” (CA 72‑4/TAG‑72): mais relacionado a adenocarcinoma gástrico e alguns tumores mucinosos ovarianos. Pode ocasionalmente elevar em neoplasias GI, mas não é o marcador de escolha para o acompanhamento do câncer colorretal segundo NCCN/ESMO.
Dicas práticas: interprete o CEA sempre em série e no contexto clínico; ideal dosar ≥6–8 semanas após cirurgia para evitar falsos positivos. Valores de corte usuais: ~5 ng/mL (não fumantes) e ligeiramente maiores em fumantes.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo