Um jovem residente trabalha em um posto de saúde e realiza o...
Diante da situação relatada, a conduta preconizada pelo Ministério da Saúde é
Gabarito comentado
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Tema central: O tema da questão é o manejo da anosmia persistente após a infecção por COVID-19. Esta condição tem sido frequente na pandemia, exigindo que o médico conheça condutas atualizadas e respaldadas por protocolos oficiais.
Justificativa da alternativa correta (D) – Treinamento olfativo: exposição repetida a odores:
De acordo com o Manual de Avaliação e Manejo das Condições Pós-COVID do Ministério da Saúde (Seção 6.8), para anosmia persistente não há tratamento farmacológico com eficácia comprovada. Nestes casos, recomenda-se como opção terapêutica o treinamento olfativo, que consiste em expor o paciente a diferentes odores de forma estruturada — quatro odores diferentes, por 10 segundos cada, duas vezes ao dia por pelo menos três meses. Isso estimula a regeneração dos neurônios olfatórios e oferece melhores perspectivas de recuperação. Revisões sistemáticas recentes também apontam o treinamento olfativo como intervenção de primeira escolha para perdas olfatórias pós-virais.
Análise das alternativas incorretas:
A) Corticosteroide tópico: Não há evidências que sustentem o uso de corticosteroides tópicos em anosmia pós-COVID quando não há doença nasal associada. Segundo o Manual citado, “as terapias farmacológicas (como uso de corticosteroide spray nasal) estão indicadas somente para casos com outras doenças nasais, como rinossinusite”.
B) Corticosteroide sistêmico: Igualmente, não recomendado devido à falta de eficácia comprovada e potencial de efeitos adversos. O uso seria restrito a casos específicos com indicação clínica clara, o que não é o perfil do paciente descrito.
C) Irrigação nasal com soro fisiológico: A irrigação nasal pode trazer benefício sintomático em rinossinusites, mas não há efeito comprovado em anosmia persistente isolada pós-viral. Não consta como recomendação para perda olfatória isolada em documentos oficiais.
Estrategicamente, note como a questão destaca ausência de outras doenças nasais (sem rinite, não tabagista), sugerindo que intervenções locais não seriam apropriadas. Cuidado para não ser induzido por “tratamentos usuais de rinite” (pegadinha comum).
Referências e protocolos: O Manual do Ministério da Saúde (2023) é claro: “Para anosmia persistente, considerar o treinamento olfativo como possibilidade de tratamento”. Harrison’s Principles of Internal Medicine também corrobora a ausência de medicamentos eficazes para anosmia viral persistente.
Resumo: Em anosmia persistente pós-COVID, sem doenças nasais associadas, a única conduta respaldada por evidência e recomendada oficialmente é o treinamento olfativo.
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