Alguns aspectos clínicos da surdez foram descritos a seguir....
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Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: A questão cobra classificação técnico-clínica de audiologia. O ponto decisivo é que os graus de perda auditiva são definidos por critério quantitativo, pelos limiares em dB, enquanto os tipos de perda auditiva são classificados como condutiva, sensorioneural ou mista, conforme a localização/fisiopatologia da alteração. Por isso, a alternativa B é a incorreta.
- Separe sempre grau de perda auditiva e tipo de perda auditiva: grau se mede por limiar em dB; tipo se define pela estrutura/sítio acometido.
- Quando aparecerem as expressões condutiva, sensorioneural e mista, o critério envolvido é o tipo de perda auditiva, não o grau.
- Se a alternativa usar linguagem genérica para descrever classificação técnica, confira se ela indicou o critério correto de distinção.
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Comentários
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A incorreta é a B.
A diferenciação dos tipos de surdez (condutiva, sensorioneural ou mista) não se baseia em "padrões qualitativos". Clinicamente, tanto o grau quanto o tipo de perda auditiva são determinados por critérios quantitativos obtidos na audiometria. O tipo de surdez é definido pela comparação numérica entre os limiares de via aérea e via óssea; essa diferença (conhecida como gap) é um dado mensurável e objetivo, e não uma análise qualitativa subjetiva.
- A: Está correta ao definir a audição normal como limiares até 25 dB em todas as frequências de teste (250 a 8.000 Hz).
- C: Descreve corretamente a classificação clássica das disacusias quanto à natureza da perda.
- D: A surdez sensorioneural é, por definição, aquela causada por danos na cóclea ou no nervo auditivo, ambos componentes da orelha interna.
- E: Embora existam diversas classificações (como a da OMS), muitas bancas e manuais de educação especial adotam a classificação de Davis e Silverman (1970), que define a perda moderada na faixa de 41 a 70 dB.
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