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Ano: 2015 Banca: FGV Órgão: TCE-SE Prova: FGV - 2015 - TCE-SE - Médico |
Q515659 Medicina
Idosa, 75 anos, hipertensa, com história de uso recente de anti-inflamatórios por lombalgia, procura serviço de emergência com queixa de cansaço, dispneia, náuseas, vômitos, sonolência e anúria nas últimas horas. Ao exame: hipocorada, hipohidratada, taquipneica com leve esforço respiratório, flapping. PA 170X 100mmHg; FC 104bpm; FR 30 irpm; estertores finos nas bases; edema de MMII 2+/4+. Hemoglobina 9,0 g/dL; Ht 30%; Potássio 5,8mEq/L; Sódio 132mEq/L; Uréia 200mg/dL; Creatinina 4,0mg/dL; Gasometria arterial com pH 7,28, pO2 78, pCO2 25, HCO3 17, BE -9 e SatO2 90%.

Em relação ao caso clínico apresentado, há indicação de:
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: A questão aborda insuficiência renal aguda (IRA) em uma paciente idosa, questionando sobre a indicação correta de terapia diante de manifestações clínicas e laboratoriais graves. Identificar situações em que a hemodiálise de urgência é indicada é fundamental para a prática médica.

Justificativa da alternativa correta (E): A paciente apresenta inúmeros critérios clássicos para hemodiálise de urgência:

  • Sintomas urêmicos importantes: náuseas, vômitos, sonolência, flapping (indicativo de encefalopatia urêmica).
  • Distúrbios hidroeletrolíticos e ácido-básicos: hipercalemia (K+ 5,8 mEq/L), acidose metabólica grave (pH 7,28, HCO3- 17 mEq/L, BE -9).
  • Comprometimento respiratório e congestão.
  • Sobrecarga volêmica (estertores, edema de MMII 2+/4+).

De acordo com o Protocolo Clínico de Regulação – Nefrologia: “Indicações clássicas de diálise de urgência: uremia com manifestações clínicas, acidose metabólica grave não responsiva, hipervolemia refratária, hipercalemia ou distúrbios hidroeletrolíticos não responsivos ao tratamento clínico”.

Fique atento: Os sintomas neurológicos (flapping), refratariedade (anúria e falta de resposta) e múltiplos distúrbios justificam a escolha – a conduta correta é hemodiálise de urgência.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Intubação orotraqueal: Não há insuficiência respiratória grave, rebaixamento importante ou perda de proteção de via aérea para justificar.
  • B) Diurético venoso: Com anúria, diurético é ineficaz, podendo agravar hipohidratação. A causa principal (IRA) não seria corrigida.
  • C) Gluconato de cálcio: Apesar da hipercalemia, o valor (5,8 mEq/L) é elevado mas não crítico (<6,5 mEq/L); não há arritmia significativa relatada.
  • D) Solução bicarbonatada: Acidose presente, porém uso de bicarbonato é apenas ponte, não aborda as múltiplas indicações de diálise presentes.

Dica de prova: Busque palavras-chave como anúria, sintomas urêmicos (flapping, náuseas, vômitos), distúrbios eletrolíticos refratários e sinais de sobrecarga volêmica – são alarmes para hemodiálise de urgência!

Em resumo: O manejo definitivo é hemodiálise imediata diante dos critérios presentes. Segundo o Manual MSD e protocolos nacionais, “as indicações para diálise de urgência são sintomáticas, laboratoriais ou refratariedade à terapia convencional”.

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