Homem de 54 anos, etilista há 34 anos, cessou uso de álcool ...

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Q3614236 Medicina
Homem de 54 anos, etilista há 34 anos, cessou uso de álcool há 4 dias por conta de um "resfriado". Familiares o trouxeram para avaliação, pois notaram agitação, insônia, alucinações visuais e febre não aferida. No exame na emergência apresentou sudorese, FC = 120 bpm, PA = 170 mmHg x 80 mmHg e temperatura = 38 °C. Evoluiu com crise convulsiva ainda na emergência, sendo a mesma abortada e então encaminhado a UTІ.
Quanto a esse caso clínico é correto afirmar que a hipótese diagnóstica mais provável e a respectiva conduta são
Alternativas

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Tema central: O caso descrito aborda um quadro de síndrome de abstinência alcoólica grave, conhecida como delirium tremens. É condição potencialmente fatal, exigindo rápido reconhecimento e início imediato do tratamento adequado.

Justificativa da alternativa correta (C):

O paciente apresenta história típica: alcoolista de longa data, suspensão abrupta do uso, sintomas de agitação, insônia, alucinações visuais, febre, taquicardia e sudorese. Evoluiu também com crise convulsiva. Este conjunto é altamente sugestivo de delirium tremens. Segundo as “Diretrizes clínicas para atuação em saúde mental na atenção básica”:

“Trata-se de situação (delirium tremens) que pode ser potencialmente letal. O tratamento deverá ser efetuado, preferencialmente, em âmbito hospitalar... Diazepam®: 10 a 20 mg oral de hora em hora até sedação leve ou lorazepam® (se hepatopatia): 2 a 4 mg oral de hora em hora até sedação leve...”

Portanto, o uso de benzodiazepínicos é a conduta de escolha para controlar excitação e prevenir complicações.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Sepse por pneumonia – O enunciado não traz elementos clínicos claros de infecção respiratória, tosse produtiva ou expectoração purulenta, tornando improvável esta hipótese no contexto apresentado.

B) Síndrome de abstinência alcoólica, iniciar fenitoína – Apesar do quadro envolver síndrome de abstinência, a fenitoína não é indicada para prevenção nem tratamento das convulsões associadas ao álcool; o foco deve ser benzodiazepínico, exceto em casos raros com estados epilépticos refratários.

D) Meningite – Embora haja febre e alteração do comportamento, faltam sinais meníngeos (como rigidez de nuca). O contexto de suspensão de álcool recente, mais delírio e crise convulsiva, é mais específico para delirium tremens.

Dica do concursando: Em provas, atenção redobrada a quadros em alcoolista com interrupção do consumo e sintomatologia neuropsiquiátrica flutuante. Lembrar: benzodiazepínicos são drogas de escolha — nunca fenitoína como primeira linha.

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