A rubéola congênita acarreta anomalias congênitas grav...
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A questão aborda a rubéola congênita, uma infecção viral que pode causar anomalias congênitas graves quando a mãe é infectada, especialmente nas primeiras oito semanas de gestação. Vamos analisar as alternativas possíveis para identificar a manifestação cardíaca mais frequente associada a essa condição.
Alternativa Correta: C - Persistência do canal arterial (PCA)
A persistência do canal arterial (PCA) é a manifestação cardíaca mais frequentemente associada à síndrome da rubéola congênita. Durante o desenvolvimento fetal, o canal arterial é uma estrutura normal que liga a artéria pulmonar à aorta, permitindo que o sangue contorne os pulmões, que ainda não estão funcionando. Em casos de infecção por rubéola congênita, esse canal pode permanecer aberto após o nascimento, resultando em um shunt esquerdo-direito, sobrecarregando o fluxo sanguíneo pulmonar. Esta condição é predominantemente vista em neonatos expostos ao vírus da rubéola no útero, especialmente nas fases iniciais da gestação.
Análise das Alternativas Incorretas:
A - Comunicação Interatrial (CIA): Embora uma comunicação interatrial possa ocorrer em recém-nascidos, não é a manifestação cardíaca típica da rubéola congênita. A CIA é um defeito mais comumente associado a outras condições genéticas ou síndromes.
B - Comunicação Interventricular (CIV): Semelhante à CIA, a comunicação interventricular é um defeito congênito do coração, mas não é a característica marcante da rubéola congênita. Embora possa coexistir ocasionalmente com outras anomalias, a PCA é muito mais comum neste contexto.
D - Forame Oval Patente: O forame oval é uma abertura normal entre os átrios direito e esquerdo no coração fetal. Após o nascimento, ele geralmente se fecha, mas pode permanecer patente em alguns indivíduos. No entanto, isso não é uma característica distintiva da rubéola congênita.
E - Truncus Arteriosus: Esta é uma condição cardíaca rara, onde um único vaso sanguíneo sai do coração, em vez das duas artérias normais (aorta e artéria pulmonar). Não é uma manifestação frequente da rubéola congênita, tornando esta alternativa incorreta.
Em resumo, a persistência do canal arterial é a manifestação cardíaca mais frequentemente observada na síndrome da rubéola congênita, conforme mencionado em diretrizes pediátricas e livros de referência como "Nelson Textbook of Pediatrics".
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