Autoriza a lei que disciplina a matéria, que o procedimento ...
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Comentário – Resolução e Análise da Alternativa Correta
1. Tema central e legislação aplicável
A questão versa sobre medida cautelar fiscal, regulada pela Lei nº 8.397/1992. O foco recai sobre as hipóteses em que a Fazenda pode requerer tal medida antes da constituição do crédito tributário.
2. Base legal – Citação expressa
De acordo com o Art. 1º, parágrafo único, da Lei 8.397: “O requerimento da medida cautelar, na hipótese dos incisos V, alínea 'b', e VII, do art. 2º, independe da prévia constituição do crédito tributário”.
Já o Art. 2º, VII afirma: “A medida cautelar fiscal poderá ser requerida quando o devedor aliena bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao órgão da Fazenda Pública competente, quando exigível em virtude de lei”.
3. Jurisprudência e Doutrina
O STJ, no REsp 1.123.669/RS, reforça: a medida pode ser concedida sem constituição do crédito nas hipóteses da lei. Conforme Leonardo Carneiro da Cunha, a cautelar fiscal nasce para prevenir a fraude contra a Fazenda, inclusive antes da constituição do tributo em certos casos.
4. Exemplo prático
Imagine João, devedor em potencial, vende imóveis sem notificar a Fazenda conforme obriga a legislação. A Fazenda, ao identificar o fato, pode requerer a cautelar para bloquear bens, mesmo sem o lançamento formal do crédito.
5. Justificativa da Alternativa D (correta)
Alternativa D: “aliene seus bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao órgão da Fazenda Pública competente...”.
Esta alternativa transcreve quase literalmente o Art. 2º, VII, sendo a única opção que expressa situação prevista expressamente para dispensa da constituição do crédito tributário para propositura da medida cautelar.
6. Crítica às alternativas incorretas
- A: Situação do art. 2º, III, exige constituição prévia.
- B: Art. 2º, V, “a” – necessita constituição prévia.
- C: Art. 2º, II – requer crédito constituído.
- E: Art. 2º, I – igualmente pressupõe crédito constituído.
Pegadinha: A redação trouxe hipóteses semelhantes, mas apenas a “alienação sem comunicação” dispensa o crédito constituído.
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Comentários
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Lei 8.397/92:
Art. 1° O procedimento cautelar fiscal poderá ser instaurado após a constituição do crédito, inclusive no curso da execução judicial da Dívida Ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e respectivas autarquias.
Parágrafo único. O requerimento da medida cautelar, na hipótese dos incisos V, alínea "b", e VII, do art. 2º, independe da prévia constituição do crédito tributário.
Art. 2º A medida cautelar fiscal poderá ser requerida contra o sujeito passivo de crédito tributário ou não tributário, quando o devedor:
(...)
V - notificado pela Fazenda Pública para que proceda ao recolhimento do crédito fiscal:
a) deixa de pagá-lo no prazo legal, salvo se suspensa sua exigibilidade;
b) põe ou tenta por seus bens em nome de terceiros;
(...)
VII - aliena bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao órgão da Fazenda Pública competente, quando exigível em virtude de lei.
HIPÓTESES EM QUE A CAUTELAR FISCAL PODERÁ SER DEFERIDA ANTES DA CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO
- põe ou tenta por seus bens em nome de terceiros;
- aliena bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao órgão da Fazenda Pública competente, quando exigível em virtude de lei.
HIPÓTESES EM QUE HÁ NECESSIDADE DE PROCESSO EM TRÂMITE
- sem domicílio certo, intenta ausentar-se ou alienar bens...
- tendo domicílio certo, ausenta-se ou tenta se ausentar...
- caindo em insolvência, aliena ou tenta alienar;
- contrai dívidas que comprometam a liquidez do patrimônio;
- notificado pela FP para recolher o crédito fiscal: deixa de pagar ou põe os bens em nome de terceiros;
- débitos que ultrapassem 30% do patrimônio conhecido;
- tem a inscrição no cadastro de contribuintes declarada inapta, pelo órgão fazendário;
- pratica outros atos que dificultem a satisfação do crédito;
tomem cuidado com os comentários.
inciso V,b e inciso VII do art. 2 são exceções para a cautelar fiscal ocorrer antes da constituição definitiva do crédito tributário, sendo o lançamento definitivo (passado o prazo de impugnação ou o fim do PAT se o devedor impugnar).
Não tem a ver com execução fiscal em tramite ou não. Ela não é o marco temporal.
Apesar de coincidir o fato de que a execução fiscal exige o crédito constituído para seu ajuizamento, não é o que define o art.1 da lei então pode gerar confusão em outras questões.
Art. 1° O procedimento cautelar fiscal poderá ser instaurado após a constituição do crédito, inclusive no curso da execução judicial da Dívida Ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e respectivas autarquias.
Parágrafo único. O requerimento da medida cautelar, na hipótese dos incisos V, alínea "b", e VII, do art. 2º, independe da prévia --->constituição do crédito tributário<-----.
o restante é pra regra geral: só pode pedir cautelar fiscal nessas hipóteses após constituição definitiva do crédito.
Gab. D - aliene seus bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao órgão da Fazenda Pública competente, embora sabendo que tal comunicação seja exigível em virtude de lei.
GABARITO: D
Lei da medida cautelar fiscal
Art. 1° O procedimento cautelar fiscal poderá ser instaurado após a constituição do crédito, inclusive no curso da execução judicial da Dívida Ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e respectivas autarquias. Parágrafo único. O requerimento da medida cautelar, na hipótese dos incisos V, alínea "b", e VII, do art. 2º, independe da prévia constituição do crédito tributário.
Art. 2º A medida cautelar fiscal poderá ser requerida contra o sujeito passivo de crédito tributário ou não tributário, quando o devedor:
I - sem domicílio certo, intenta ausentar-se ou alienar bens que possui ou deixa de pagar a obrigação no prazo fixado;
II - tendo domicílio certo, ausenta-se ou tenta se ausentar, visando a elidir o adimplemento da obrigação;
III - caindo em insolvência, aliena ou tenta alienar bens;
IV - contrai ou tenta contrair dívidas que comprometam a liquidez do seu patrimônio;
V - notificado pela Fazenda Pública para que proceda ao recolhimento do crédito fiscal: a) deixa de pagá-lo no prazo legal, salvo se suspensa sua exigibilidade; b) põe ou tenta por seus bens em nome de terceiros;
VI - possui débitos, inscritos ou não em Dívida Ativa, que somados ultrapassem trinta por cento do seu patrimônio conhecido;
VII - aliena bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao órgão da Fazenda Pública competente, quando exigível em virtude de lei;
VIII - tem sua inscrição no cadastro de contribuintes declarada inapta, pelo órgão fazendário;
IX - pratica outros atos que dificultem ou impeçam a satisfação do crédito.
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