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Q3332913 Medicina
Um cirurgião vascular está planejando realizar uma restauração vascular no dorso do pé para melhorar a perfusão em um paciente com insuficiência arterial periférica. Qual das seguintes técnicas é mais comumente utilizada para revascularizar a região do dorso do pé? 
Alternativas

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Tema central da questão: Revascularização no dorso do pé em paciente com insuficiência arterial periférica. Exige conhecimento anatômico vascular distal do membro inferior e técnicas cirúrgicas empregadas para restauração do fluxo arterial nesta região.

Justificativa da alternativa correta (B): A anastomose end-to-end entre a artéria dorsal do pé e a artéria fibular é técnica reconhecida para revascularização do dorso do pé, sobretudo em situações de isquemia crítica. Isso se baseia em anastomoses naturais entre a artéria fibular (ramo da tibial posterior) e a artéria dorsal do pé (continuação da tibial anterior), garantindo suprimento sanguíneo direto à superfície dorsal do pé. Segundo literatura cirúrgica (por exemplo, Rutherford Vascular Surgery), a escolha da via anatômica mais próxima e funcional reduz complicações e aumenta taxas de patência do enxerto.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Transplante de veia safena para a artéria tibial posterior:
Embora o uso da veia safena como enxerto seja frequente, a tibial posterior não supre diretamente o dorso do pé, mas sim a região plantar, tornando a técnica menos efetiva para a finalidade proposta.

C) Colocação de enxerto sintético na artéria poplítea:
Indicado para revascularização proximal (ex: femoral-poplítea), não é abordagem direta para revascularizar o dorso do pé, pois não acessa os vasos distais necessários à perfusão do dorso.

D) Empréstimo de segmento da artéria femoral para a tibial anterior:
Altamente complexo, pouco usual e desnecessário diante de técnicas menos invasivas e com melhor perfil risco-benefício. Ausente nas principais diretrizes clínicas nacionais e internacionais.

E) Bypass autólogo entre tibial anterior e plantar medial:
Ambas irrigam regiões diferentes – anterior e plantar do pé. Não representa técnica de escolha para o dorso.

Pegadinhas e estratégias: Fique atento a identificação precisa da área a ser revascularizada (dorso x plantar), ao uso correto dos enxertos e às conexões anatômicas. Muitas vezes, questões exploram confusão entre irrigação anterior (tibial anterior/dorsal do pé) e irrigação plantar (tibial posterior/plantar medial).

Diretrizes e evidências: Segundo o “Consenso Brasileiro sobre Doença Vascular Periférica”, acesso direto a artérias distais do pé é preconizado em casos de isquemia crítica (SBACV, 2022, p. 34). Técnicas que respeitam a anatomia local oferecem melhores desfechos.

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