Um paciente com linfedema apresenta sinais de infecção ass...
Gabarito comentado
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Tema central: Linfedema com suspeita de infecção (geralmente celulite/erisipela). O exame laboratorial mais útil para apontar uma causa infecciosa é aquele que evidencia resposta inflamatória sistêmica, especialmente bacteriana.
Alternativa correta: B — Aumento dos leucócitos no hemograma
O hemograma completo com leucocitose e neutrofilia (frequentemente com desvio à esquerda) é o achado laboratorial clássico de infecção bacteriana de pele e partes moles, comum em membros com linfedema. Complementarmente, PCR e VSG tendem a se elevar, mas não estão nas opções. Em casos com febre/chills, hemoculturas podem ser consideradas. Referências: UpToDate (Cellulitis and erysipelas), Diretrizes IDSA para infecções de pele e partes moles, Harrison’s.
Estratégia de prova: Se a pergunta exigir “identificar causa infecciosa”, priorize marcadores de infecção sistêmica (leucócitos, PCR, procalcitonina). Entre as opções, apenas a B se alinha a esse raciocínio.
Por que as demais estão incorretas?
A - Redução do fibrinogênio: Na infecção, o fibrinogênio é proteína de fase aguda e tende a aumentar, não reduzir. Além disso, é inespecífico para “causa infecciosa”.
C - Aumento do colesterol total: Não se relaciona à identificação de infecções. Alterações lipídicas não ajudam a discernir infecção em linfedema.
D - Redução do D-dímero: D-dímero se eleva em trombose e em inflamação/infeção, mas é testes de exclusão de TEV, não um marcador útil de infecção de pele. “Redução” não sustenta diagnóstico infeccioso.
E - Aumento da creatinina: Indica disfunção renal e pode impactar escolha/dose de antibiótico, mas não identifica a etiologia infecciosa do quadro.
Raciocínio clínico aplicado: No linfedema, a estase linfática compromete a imunidade local e favorece celulite por estreptococos β-hemolíticos e Staphylococcus aureus. Clinicamente: eritema, calor, dor, edema piorado, febre. Laboratório: hemograma (leucocitose/neutrofilia) e PCR elevados; hemoculturas se sinais sistêmicos. Diretriz da International Society of Lymphology reforça a vigilância para infecção e manejo precoce.
Conduta em prática (resumo): Iniciar antibiótico empírico com cobertura para estreptococos (ex.: penicilinas/cefazolina; considerar MRSA conforme epidemiologia), elevação do membro e cuidados cutâneos. Em recorrências, avaliar profilaxia antibiótica. Referências: IDSA, UpToDate, Harrison’s.
Gabarito: B.
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