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Q3332909 Medicina
Um paciente de 68 anos com histórico de diabetes e tabagismo apresenta quadro de claudicação intermitente em membro inferior direito, com piora progressiva dos sintomas. Após avaliação clínica e exames de imagem, é diagnosticada obstrução arterial crônica na região femoropoplítea. Diante desse quadro, a principal estratégia terapêutica a ser considerada é: 
Alternativas

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O tema central dessa questão é o manejo da obstrução arterial crônica em pacientes com claudicação intermitente, especialmente em contextos onde há piora progressiva dos sintomas. Isso se relaciona com doenças vasculares periféricas, comuns em pacientes com fatores de risco como diabetes e tabagismo.

Justificativa para a alternativa correta (C - Derivação fêmoro-poplítea com enxerto de veia):

A derivação fêmoro-poplítea, também conhecida como bypass fêmoro-poplíteo, é uma estratégia cirúrgica indicada para pacientes com obstrução significativa na artéria femoropoplítea. Ela é particularmente indicada quando há claudicação incapacitante, que não melhora com tratamento conservador, e quando a anatomia vascular do paciente é adequada. Nesse procedimento, um enxerto, frequentemente de veia safena, é utilizado para redirecionar o fluxo sanguíneo ao redor da área obstruída, melhorando significativamente a perfusão no membro afetado.

Análise das alternativas incorretas:

A - Terapia medicamentosa com antiagregantes plaquetários e estatinas: Embora antiagregantes e estatinas sejam fundamentais no tratamento de doença arterial periférica para prevenir eventos cardiovasculares e progressão da doença, sozinhos não são suficientes para tratar claudicação incapacitante com progressão dos sintomas, necessitando de intervenção mais direta para restabelecer o fluxo arterial.

B - Amputação transfemoral do membro inferior direito: Amputação é uma opção extrema e geralmente considerada apenas quando há isquemia crítica, gangrena, ou infecções graves incontroláveis. Não é indicada para claudicação intermitente, especialmente quando estratégias de revascularização estão disponíveis.

D - Angioplastia transluminal percutânea com implante de Stent: Esta é uma boa opção para lesões curtas e focalizadas, mas a eficácia pode ser limitada em obstruções longas ou difusas na região femoropoplítea. A decisão entre angioplastia versus cirurgia depende de vários fatores, incluindo a extensão da doença e anatomia vascular.

E - Tratamento conservador com exercícios de marcha supervisionados: Exercícios são indicados no manejo inicial da claudicação intermitente e podem melhorar os sintomas em alguns pacientes. No entanto, para aqueles com sintomas progressivos e incapacitantes, como o descrito, intervenções cirúrgicas ou endovasculares são geralmente necessárias.

Para aprofundar o entendimento, recomenda-se consulta às diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), que oferecem orientações detalhadas sobre o manejo de doenças arteriais periféricas.

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