Um paciente de 62 anos com doença arterial obstrutiva peri...
Gabarito comentado
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Tema central da questão: Indicação do nível de amputação em doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) com isquemia irreversível. Trata-se de escolher a abordagem cirúrgica que melhor equilibra remoção do tecido inviável e viabilidade funcional do membro para reabilitação.
Justificativa para a alternativa correta (A - Amputação transtibial): A amputação transtibial (abaixo do joelho) é a preferida em pacientes com pé inviável e segmento de perna viável, pois preserva a articulação do joelho. Isso proporciona melhores resultados para marcha/protetização, reabilitação mais rápida e funcionalidade superior comparada a amputações mais proximais.
Conforme as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (seção sobre Tratamento da Isquemia Crítica): “A escolha do nível de amputação deve considerar a viabilidade do coto para protetização e a reabilitação funcional do paciente.” Estudos apontam que pacientes submetidos à amputação transtibial têm maior índice de independência e adaptação a próteses (Revista Brasileira de Ortopedia, UpToDate).
Análise das alternativas incorretas:
B) Amputação transfemoral: A remoção acima do joelho diminui radicalmente o potencial funcional, exigindo mais energia para deambulação protética e dificultando a reabilitação. Só deve ser realizada se o segmento infra-joelho for inviável.
C) Amputação de Syme: Indicada para traumatismos graves no antepé ou infecção restrita ao pé, com integridade do calcâneo. É rara em isquemia crítica, pois quase sempre há comprometimento vascular acima dessa linha.
D) Desarticulação de joelho: Gera coto longo, potencialmente funcional, mas dificulta ajuste protético; raramente indicada na isquemia, exceto quando a área abaixo do joelho é inviável.
E) Amputação de Lisfranc: Amputação distal, indicada em casos restritos; na DAOP, geralmente não há viabilidade suficiente distal para garantir cicatrização.
Estratégia de prova: Atenção a termos como isquemia irreversível e pé esquerdo: se apenas o pé está inviável, amputações distais são inadequadas pela má vascularização; sempre preservar o máximo possível do membro para melhor reabilitação, mas sem deixar tecidos inviáveis.
Conclusão: A alternativa A está correta por maximizar funcionalidade e reabilitação conforme protocolos e evidências.
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