Um paciente de 68 anos é encaminhado ao cirurgião vascular...
Gabarito comentado
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Tema central: massa pulsátil em membro superior. Em um idoso com dor e massa pulsátil no terço médio do braço (trajeto da artéria braquial), o achado clínico típico aponta para aneurisma de artéria braquial.
Alternativa correta: C — Aneurisma de artéria braquial. Aneurisma é uma dilatação focal e permanente da artéria (>50% do diâmetro esperado). O sinal clínico mais característico é uma massa expansível e pulsátil, podendo haver sopro/Thrill e dor por distensão da parede. Em artérias do membro superior, embora menos comuns que nos membros inferiores, podem ocorrer e trazem risco de tromboembolismo distal e ruptura. (UpToDate; Harrison’s; Diretrizes SVS para aneurismas periféricos).
Por que é a melhor resposta? A localização (face anterior do braço, onde corre a braquial) e a pulsação palpável tornam o diagnóstico de massa vascular arterial dilatada o mais provável. Ausência de referência a trauma favorece aneurisma verdadeiro (pseudoaneurisma é mais associado a punções/trauma), mas mesmo que fosse, entre as opções dadas, “aneurisma” é a que mais se ajusta ao quadro.
Exames que confirmam (prova gosta!): Ultrassom Doppler é o exame inicial de escolha (mostra dilatação, fluxo turbulento, trombo mural). Angio-TC/Angio-RM para planejamento cirúrgico e avaliação do arco vascular. (SVS/UpToDate).
Conduta resumida: sintomáticos → reparo cirúrgico (ressecção e interposição de enxerto venoso autólogo). Stent coberto pode ser opção selecionada. Antiplaquetário/anticoagulação conforme risco de trombose. (SVS 2020).
Análise das alternativas incorretas:
A) Trombose da artéria braquial: cursa com isquemia aguda (dor súbita, palidez, pulso ausente, parestesia, paralisia), não com massa pulsátil. A palpação tenderia a encontrar pulso reduzido/ausente, não expansibilidade.
B) Dissecção da artéria braquial: rara no membro superior; manifesta-se com dor e sinais isquêmicos ou neuropáticos. Não forma, tipicamente, massa pulsátil palpável.
D) Hematoma de partes moles: pode gerar tumoração dolorosa, porém não é pulsátil. Se houver pulsação, pense em pseudoaneurisma (não ofertado nas alternativas).
E) Linfadenomegalia axilar: localização axilar, nodos não pulsáteis, consistência nodular e sem relação direta com o trajeto arterial do terço médio do braço.
Estratégia para a prova: ao ler “massa pulsátil” + “trajeto arterial” → priorize aneurisma/pseudoaneurisma. “Isquemia aguda sem pulsação” → pense em trombose/embolia. “Massa não pulsátil” → linfonodo/hematoma.
Referências rápidas: UpToDate – Upper extremity arterial aneurysms; Harrison’s Principles of Internal Medicine – Doenças Vasculares Periféricas; Society for Vascular Surgery (SVS) Guidelines 2020 para aneurismas periféricos.
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