Acerca dos princípios que regem as relações internacionais d...
Acerca dos princípios que regem as relações internacionais do Brasil constantes na CF, da Corte Internacional de Justiça, de tratados e organizações internacionais, julgue o próximo item.
O princípio da solução pacífica dos conflitos coaduna-se com a ratificação, pelo Brasil, do Tratado Americano de Soluções Pacíficas, pelo qual o país reconheceu a jurisdição compulsória da Corte Internacional de Justiça.
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Este tratado, assinado em 1948, é o principal instrumento para evitar conflitos no continente americano. O Brasil o ratificou em 1965.
O ponto chave é o Artigo XXXI deste Pacto. Ao ratificar o documento sem reservas nesse trecho, o Brasil aceitou a chamada cláusula facultativa de jurisdição compulsória.
FONTE: GEMINI
A cláusula facultativa de jurisdição compulsória (também conhecida como cláusula facultativa de jurisdição obrigatória ou Cláusula Raul Fernandes) é o mecanismo pelo qual um Estado declara unilateralmente que aceita, como obrigatória e sem necessidade de acordo especial, a jurisdição da Corte Internacional de Justiça (CIJ) para resolver litígios jurídicos futuros contra qualquer outro Estado que assuma a mesma obrigação.
A dificuldade dessa questão é saber que Tratado Americano de Soluções Pacíficas = Pacto de Bogotá. E sim, o Brasil reconheceu a jurisdição da CIJ:
"Art. 31. De conformidade com o inciso 2º do artigo 36 do Estatuto da Côrte Internacional de Justiça, as Altas Partes Contratantes declaram que reconhecem, com relação a qualquer outro Estado Americano, como obrigatória, ipso facto, sem necessidade de nenhum convênio especial, desde que esteja em vigor o presente Tratado, a jurisdição da citada Côrte em tôdas as controvérsias de ordem jurídica que surjam entre elas e que verssem sôbre:"
- Jurisdicional: A Corte IDH pode julgar casos de violação de direitos humanos que tenham sido denunciados por indivíduos ou grupos.
- No entanto, para que a Corte possa atuar, o Estado envolvido precisa ter reconhecido sua jurisdição, como é o caso do Brasil, que aceitou a competência contenciosa da Corte em 1998.
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