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Q2427785 Medicina

Leia as afirmativas a respeito das últimas evidências científicas publicadas sobre atresia de esôfago e assinale a alternativa correta.


I. A centralização dos casos da doença em grandes centros, propicia que a videolaparoscopia se tome o padrão ouro na cirurgia dessa doença congênita.

Il. Nos EUA, cerca de 86% dos casos de atresia de esôfago com fistula traqueoesofágica distal já são abordados por via laparoscópica, com baixa taxa de conversão.

Il. Nos EUA, cerca de 16% dos casos de atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica distal já são abordados por via laparoscópica, com alta taxa de conversão.

IV. Metanálise ampla e recente concluiu que a inserção de dreno torácico profilático no intraoperatório dessa doença não trazem benefício ao paciente.

V. Não há evidência de maior dor no pós-operatório de neonatos portadores de dreno torácico profilático, após o reparo cirúrgico da atresia de esôfago.


Estão corretos:

Alternativas

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Comentário da Questão – Atresia de Esôfago (Cirurgia Pediátrica)

Tema central: A questão aborda evidências atuais sobre o manejo cirúrgico da atresia de esôfago, doença congênita relevante na prática do cirurgião pediátrico, com ênfase em técnicas operatórias e condutas pós-cirúrgicas segundo padrões internacionais e nacionais.

Justificativa da alternativa correta (Opção C – Itens I, III e IV):
I. Centralização dos casos e videolaparoscopia: Em grandes centros referência, com equipes experientes em cirurgia pediátrica, há maior uso de técnicas minimamente invasivas como a videolaparoscopia. Isso contribui para melhores resultados, sendo tendência crescente, embora ainda não universal.
III. 16% dos casos abordados por laparoscopia, com alta taxa de conversão: Segundo as mais recentes séries norte-americanas e revisões sistemáticas (ex: PubMed/UpToDate), a técnica é empregada em parcela restrita (aprox. 16%), e a taxa de conversão permanece considerável devido à dificuldade técnica.
IV. Dreno torácico profilático: Metanálises recentes demonstram que a rotina de dreno torácico profilático não reduz complicações, sendo desnecessária na maioria dos neonatos (vide revisão UpToDate, 2023; e recomendação SBP).

Análise dos itens incorretos (e das alternativas A, B, D, E):

II. Falso, pois superestima a prevalência da via laparoscópica; 86% está muito acima dos dados reais. Cuidado com alternativas com números exagerados.
V. Falso! Estudos apontam potencial para mais dor no pós-operatório em portadores de dreno, contrariando a afirmativa.
Os itens II e V tornam incorretas todas as alternativas que os incluem (A, B, D, E).

Dicas estratégicas:
Fique atento a números muito elevados (pegadinha comum) e procure identificar expressões absolutas, pois normalmente os avanços cirúrgicos são gradativos e heterogêneos.

Diretrizes e Evidências: Segundo a SBP: “O uso de dreno torácico profilático na atresia de esôfago não está associado a redução de complicações, devendo-se considerar sua individualização” (Manual de Anomalias Congênitas, p.45).
Além disso, o manejo e avanço cirúrgico seguem os padrões de centralização e especialização.

Resumo: Está correta a alternativa C, baseada nas mais recentes evidências e diretrizes clínicas.

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